Renata Pinheiro

Prevenção, diagnóstico e tratamento

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Fórum “Falando sobre saúde”

O blog Renata Pinheiro começa o mês com uma novidade: o fórum Falando Sobre Saúde.

A ideia do fórum surgiu quando vários leitores demonstraram interesse em manter contato e trocar informações. Existe a possibilidade de esse contato acontecer através dos comentários, mas o fórum permite uma comunicação direta entre os que gostariam de debater um determinado assunto.

O fórum conta, inicialmente, com algumas categorias, que incluem os temas mais acessados no blog. À medida que os participantes trouxerem novos assuntos, outras categorias serão criadas, de forma a manter uma organização que facilite encontrar as informações.

O fórum pode ser acessado através do link na barra superior do blog ou diretamente através do endereço http://renatapinheiro.com/forum/.

Sejam bem-vindos!

Biblioteca Virtual em Saúde

Conheci hoje um site ligado ao Ministério da Saúde que achei muito interessante, Biblioteca Virtual em Saúde. Oferece acesso a diversas publicações, tanto voltadas para profissionais de saúde quanto para o público leigo.

Existem artigos de revistas científicas, como Lancet, JAMA e Physical Therapy. A pesquisa é feita inclusive nos bancos de dados LILACS, MEDLIN?E e SciELO Brasil. Além disso, a busca inclui resultados de textos produzidos pelo Ministério da Saúde. Existem diversos guias e manuais com informações importantes. Alguns dos que vi foram: Guia Alimentar – Como ter uma alimentação saudável, Guia Prático do Cuidador e Alimentação Saudável para a Pessoa Idosa.

É uma boa fonte de pesquisa para estudantes e profissionais de saúde, e para orientação de pacientes e cuidadores.

Marcapasso e suas restrições

Lendo hoje o post da Lak Lobato sobre implante coclear e detector de metal, lembrei de tantas situações parecidas que já enfrentei por causa do marcapasso

O modelo que estou usando agora, da Biotronik, não tem muitas restrições. O médico não fez nenhuma proibição, permitindo passar por detector de metal, porta giratória, usar microondas. Evito ficar próxima a alguns equipamentos, cuido com ímãs, procuro usar o celular do lado esquerdo, mas nada muito radical.

Antes não era assim. Durante quase 13 anos, usei outro modelo, da Telectronics. Na época que implantei, a orientação era cheia de restrições. Usar microondas passou por algumas fases. No começo, em aparelhos sem tempo de espera, tinha que pedir pra alguém ligar. Depois, passei a programar uns segundos de espera, saía da cozinha e esperava terminar; se precisasse desligar antes, azar, tinha que esperar…

Evitava ao máximo ir a bancos. Quase sempre acontecia o mesmo: eu parava na porta e fazia sinal pra chamar o vigia. Ele vinha e não me ouvia, então eu tinha que gritar. Mostrava a carteirinha do marcapasso e dizia que não podia passar pela porta giratória. Ele dizia que podia sim, que se travasse ele destravaria… Eu dizia que o problema não era a porta travar, e sim o marcapasso desprogramar. Tinha que esperar ele ir falar com o gerente, ter autorização, abrir a outra porta… Nisso, a situação chamava atenção e todos ficavam olhando. Sem contar as vezes em que a outra entrada era a porta de serviço, longe da porta principal, e as pessoas que já estavam dentro da agência olhavam de cara feia e resmungavam, como se por ter entrado por outro lugar eu pudesse passar na frente delas. Isso não acontecia, porque eu enfrentava fila como todo mundo.

Lembro do medo de passar por aqueles detectores de porta de loja; de o detector de metal portátil ser passado sobre o marcapasso; de passar perto de geradores. Ainda bem que nunca aconteceu nenhum problema! Só uma vez levei um choque e fiquei com a impressão de que o marcapasso estava desprogramado. Um eletrocardiograma na emergência já mostrou que estava tudo certo.

Usa marcapasso e tem dúvida do que pode ou não fazer? Pergunte pro seu médico, que conhece eventuais restrições específicas do modelo que você usa. E ande sempre com a carteirinha do marcapasso, para ter direito a não passar por detectores de metal!

Você deixaria seu filho sem tratamento?

Não gosto de discutir religião. Acredito que cada um deve saber respeitar a do outro, aceitando as diferenças e pronto. Mas tem coisas que não consigo aceitar, e não por estarem ligadas à religião. Se fosse uma questão cultural ou ideológica, eu também criticaria. É o caso da história que li no Terra, que tem por título Casal é condenado por negar tratamento a filho que morreu.

Fala sobre um casal norte-americano que se recusou a permitir que o filho de 16 anos recebesse tratamento para complicações de uma má-formação congênita do sistema urinário, causando sua morte precoce. Meses antes, a neta do casal, com pouco mais de um ano, também morreu em consequência de pneumonia e septicemia não tratados.

O casal é membro de uma igreja que não conheço. Segundo a reportagem, é uma igreja local, chamada Seguidores de Cristo. Ela prega a crença de que as doenças são curadas totalmente graças à fé, e por isso recusa o atendimento médico.

Já falei sobre o assunto no primeiro post do blog, A Medicina e A Fé. Acredito, sim, que a fé é importante no processo de cura. Acreditar que será curado aumenta a possibilidade de combater a doença, enquanto pensar que não há mais o que fazer prejudica a eficácia do tratamento. Mas porque recusar um tratamento médico? Porque recusar um remédio, uma cirurgia, um exame?

Cito novamente trechos do outro post:

“Tinha certeza de que Deus iria curar minha filha, mesmo que fosse através da intervenção dos médicos.”

Alguma dúvida de que quem a curou foi Deus? Eu não tenho nenhuma. Porém, essa cura foi possível através dos recursos da medicina. E se a família não tivesse feito nenhum tratamento?

Séries de tv sobre Medicina

Assim como gosto de assistir programas sobre medicina e saúde (em especial os do canal Discovery Home & Health), gosto também das séries de tv sobre Medicina. Apesar de tratar de ficção, são programas em que é possível acompanhar parte do que acontece em hospitais e clínicas, tanto com os pacientes quanto com as equipes que os atendem. Estas são as que acompanho ou já assisti alguns episódios:

ER

Foi a primeira série de Medicina que assisti, bem antes de pensar em escolher a área da saúde para trabalhar. Não reconheceu o nome? Ela começou a ser transmitida no Brasil, pela Globo, em 1994, com o nome Plantão Médico. ER significa Emergency Room, sala de emergência. Mostra a agitação desse setor dos hospitais, com os profissionais precisando tomar decisões rápidas e fazendo procedimentos, por vezes, em locais inadequados.
É apresentada no canal por assinatura Warner .

Grey’s Anatomy

Disputa minha preferência com House. Mostra residentes de um hospital geral, o que garante casos bem diversificados. Apesar de mostrar várias cirurgias, o enfoque é maior nos profissionais e nas relações entre eles do que na Medicina mesmo.
É exibida pela Sony, mas as temporadas anteriores podem ser vistas, de graça, no Terra TV.

House M.D.

Uma das atuais séries de maior sucesso, assistida até mesmo por quem não é fã de séries de medicina. É um pouco criticada por mostrar situações que não costumam acontecer, como médicos aplicando medicamentos e colhendo exames e resultados ficando prontos instantaneamente. Mas a brilhante capacidade do House e de sua equipe para chegar aos diagnósticos mais complicados compensa qualquer situação distorcida. A dor crônica, o vício em analgésicos e a completa falta de tato para lidar com os pacientes não são capazes de diminuir o respeito que todos tem por House.
Exibida pelo Universal Channel e pela Record.

Private Practice

É uma série derivada de Grey’s Anatomy, iniciada quando uma das médicas que trabalhava no hospital decide se mudar para outra cidade e começar a trabalhar em uma clínica de ginecologia com seus colegas de faculdade. Assisti poucos episódios, mas o foco parece ser nos profissionais, mostrando muito menos questões médicas do que em Grey’s.
Apresentada somente pela Sony.

Scrubs

De todas, foi a que vi menos episódios, e nenhum completo. Por ser uma comédia, é completamente diferente das outras. Mostra a medicina, os profissionais e os pacientes de uma forma mais caricata e estereotipada., mas isso não parece torná-la menos divertida.
Exibida pela Sony, também pode ser vista no TerraTV.

Será que esqueci de alguma? Vocês, leitores, gostam dessas séries? E os blogueiros da área da saúde, como a Mariana, o Silvano, a Iara e a Liliana, também acompanham alguma delas?

Atualização: Sim, esqueci uma série, e o Dagwood avisou.

Three Rivers

Ainda não assisti essa série. Mas vi propaganda, e pareceu bem interessante. Fala sobre a equipe de um hospital especializado em transplantes.
Transmitida pela Universal.

Programa gratuito substitui o mouse para tetraplégicos

Através do Twitter da da vereadora Mara Gabrilli, soube que existe um programa gratuito para facilitar o uso do computador por tetraplégicos.

A tetraplegia é, dentre outras causas, resultado de uma lesão na medula que interrompe a passagem de comandos elétricos entre o cérebro e os membros, impedindo ou dificultando os movimentos.

Utilizar o mouse e o teclado comuns, que exigem uma grande coordenação e precisão de movimentos, torna-se bastante difícil. Mesmo modelos de mouses e teclados adaptados podem não ser adequados para todos os casos, principalmente para aqueles em que não há nenhum movimento dos braços.

Uma alternativa era o uso de lápis, varetas ou bastões segurados com a boca ou presos em um suporte semelhante a um capacete. Assim, movimentando a cabeça, é possível clicar nas teclas e botões. Esse, porém, costuma ser um método mais cansativo.

Profissionais da Universitat de Lleida, na Espanha, desenvolveram um software que substitui o mouse e o teclado, com a ajuda de uma webcam (câmera de vídeo acoplada ao computador). O programa capta os movimentos do rosto e da cabeça da pessoa em frente ao computador, transformando-os em movimentos do ponteiro do mouse. Os cliques podem ser feitos de 3 formas: abrindo a boca, piscando ou levantando as sobrancelhas. O programa conta com algumas configurações. Além da escolha da forma de clicar, é possível escolher a velocidade do ponteiro e a amplitude de movimento necessária.

Fiz o download pra testar e saber como o programa funciona. O arquivo é pequeno, então é rápido para baixar e ocupa pouco espaço no computador. Depois de instalado, ao ser iniciado, ele faz a calibragem automática, identificando o rosto da pessoa e o movimento dos olhos. Em seguida, já começa a funcionar. Após alguns instantes, controlar o ponteiro fica fácil.

O ideal é que, além do Head Mouse, seja instalado o teclado virtual (um teclado que aparece na tela, sendo possível digitar com o ponteiro do mouse, controlado pelos movimentos da cabeça).

Os dois programas estão disponíveis no site, escrito em inglês e espanhol. E vale destacar: ambos são gratuitos!