Renata Pinheiro

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Interação entre alimentos e medicamentos

Você provavelmente já recebeu de um médico um aviso como: “não pode beber durante o tratamento com esse remédio”. Talvez saiba que alguns medicamentos não podem ser utilizados ao mesmo tempo, pois um pode interferir na absorção do outro. Mas já ouviu que alguns medicamentos não combinam com certos alimentos?

Bom, algumas pessoas até sabem que tal comprimido tem que ser ingerido com leite, enquanto o outro remédio não pode ser tomado em jejum. Mas a interação entre medicamentos e alimentos vai além! Você sabia, por exemplo, que quantidades excessivas de chocolate, creme de leite e outros alimentos que contêm tiramina podem elevar a pressão arterial de quem usa uma classe de antidepressivos?

Por vezes, a falta de eficácia de um tratamento pode ser culpa de nutrientes que o paciente ingere, ao invés de dose errada. A reportagem Alimentos e medicamentos: uma interação nem sempre benéfica, publicada no jornal CASSIfamília, página 8, traz mais informações sobre esse assunto.

Que tal, na próxima consulta, conversar com seu médico ou nutricionista e pedir orientação sobre cuidados que você pode ter com a alimentação para auxiliar o tratamento medicamentoso?

Tags: , ,

Alzheimer: contar sempre a verdade ou não?

Através do Twitter da Thais Godinho e da Carolina Fraga, fiquei sabendo de um hospital alemão que instalou à frente da porta um falso ponto de ônibus. O objetivo é ajudar a controlar as crises de pacientes com Alzheimer, principalmente em momentos em que ficam desorientados e querem ir para casa.

Se um paciente fica agitado querendo ir pra casa, os funcionários do hospital podem levá-lo ao falso ponto de ônibus. Enquanto “esperam”, o paciente pode se acalmar até que aceite voltar ao prédio. Se o paciente tentar fugir (o que não deveria acontecer, claro, mas na verdade entendo que, por maior que seja a vigilância, pode acontecer), é possível que, ao ver o ponto, decida esperar o ônibus. Isso dá tempo para que um funcionário o localize.

Nem todos concordaram com a criação do falso ponto de ônibus porque são contra mentir para os pacientes. Alguns só mudaram de ideia ao ver que houve redução no número de fugas do hospital.

Há uns anos conheci Days With My Father, site do Phillip Toledano, que fez lindas fotos e textos emocionantes sobre seu pai, que vivia em um asilo e tinha Alzheimer. Após a morte da mãe, Phillip teve que responder constantemente às perguntas do pai sobre a esposa. A cada vez que contava que ela havia falecido, o pai revivia o luto, como se houvesse acabado de acontecer. Phillip, por consequência, também revivia o momento ao presenciar o sofrimento do pai. Decidiu então não mais contar a verdade. Quando perguntado, falava que a mãe havia viajado para cuidar de um familiar. O pai aceitava, sem angústias, choros e questionamentos.

Quando minha vó faleceu, vivenciei isso. Nas primeiras vezes em que meu vô perguntou por ela, falei o que havia acontecido, porque eu não sabia se a família concordaria com não contar a verdade. Ele perguntava por que ninguém contou, por que não foi ao velório e ao enterro, por que nem sabia que ela estava doente. Ele sabia sim que ela tinha ido para o hospital, soube da morte, foi ao velório e ao enterro. Mas não lembrava (ele tem demência fronto-temporal, condição bastante semelhante ao Alzheimer). Era difícil vê-lo passando por esse sofrimento repetidas vezes. A família tomou a mesma decisão de Phillip. Como somos vários, acredito que cada um fala alguma coisa diferente. Eu, às vezes, falo que ela está trabalhando, ou que está em outra parte da casa, que foi ao médico, que está na casa de algum filho.

Não, não me sinto confortável mentindo pra ele, mas tenho certeza de que é o melhor que poderíamos fazer. Estamos protegendo-o de sofrimentos desnecessários, uma vez que serão esquecidos momentos depois e repetidos em algumas horas. Coloque-se no lugar: como você se sentiria sabendo que perdeu um ente querido todo dia? Escolhemos as verdades e mentiras que serão contadas; qualquer situação que possa deixá-lo triste ou preocupado sem necessidade é evitada; fatos que o deixem feliz, claro, são comunicados.

Então, concordo com a decisão do hospital. Se há como tranquilizar um paciente dando tempo e atenção a ele, por que não usar essa estratégia? Por que usar contenção física ou medicações desnecessárias ao invés de levá-lo ao “ponto de ônibus”? Por que não oferecer tranquilidade e sensação de segurança a quem já tem tantas dificuldades? Ao menos enquanto avançam os estudos canadenses em que, através de estimulação por eletrodos, está se mostrando possível estagnar e até reverter a redução do hipocampo (fato envolvido na redução da memória e desorientação)…

»crosslinked«

Tags: , ,

Mudanças

Tanto tempo sem escrever aqui tem explicação – e está tudo no blog repinheiro.com, pra quem quiser saber. Mas o principal motivo envolve uma grande mudança – de profissão.

Depois de quase 12 anos formada e atuando como fisioterapeuta, me afastei (provavelmente não pra sempre) da profissão. Em 2009, fiz alguns concursos em outras áreas, pois estava descontente com as condições oferecidas na Fisioterapia. Agora fui chamada em um desses concursos, para atuar em Informática. Não tenho formação nessa área, mas me interesso bastante por ela. Decidi tentar, experimentar, e estou adorando – já com planos de fazer uma segunda formação! :)

Mas não consigo me afastar totalmente da Fisioterapia. Continuo lendo, estudando, pesquisando sobre assuntos de saúde, como sempre fiz. O blog e os leitores vão ajudar a me manter próxima da Fisioterapia e de outros assuntos semelhantes. Portanto, em breve, novos posts!

Tags: , ,

Prevenção, Diagnóstico e Tratamento 31

Os antibióticos e os dentes de leite – Blog do tio dentista
“Meu filho tomou muito antibiótico” parece ser a explicação padrão para crianças com cáries. É só desculpa, porque a culpa é da falta de higiene mesmo…

TDAH no olho dos outros é refresco. – Miss Brasil
TDAH, ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, é uma síndrome séria, que pode trazer prejuízos ao aprendizado e ao desenvolvimento de crianças e adultos. Porém, já há alguns anos, alguns profissionais (médicos e outros da área da saúde, além de educadores) fazem esse diagnóstico erroneamente. Crianças desinteressadas, sem limites ou sem educação são, por vezes, consideradas hiperativas, chegando a utilizar medicamentos desnecessariamente. Chegou-se a dizer que a hiperatividade estava na moda! O texto da Lu Brasil mostra o quanto o diagnóstico incorreto pode trazer prejuízos a uma criança – talvez tantos quanto os causados pela falta de diagnóstico e tratamento adequado para o TDAH.

Orientação aos pais – Blog do tio dentista
Muita gente acha que dentista é assustador – inclusive eu, infelizmente. Imagine se você tem medo do profissional e transmite isso a seu filho… Claro que ele também terá medo. Com atitudes e palavras adequadas, é possível estimular a criança a não ter medo e confiar no dentista.

Acessibilidade (ou a falta dela). – Diário de uma mãe polvo!
O Leo é um garotinho que consegue se divertir durante um passeio pelas calçadas esburacadas, rindo enquanto balança em sua cadeira. Mari, sua mãe, sabe o quanto a acessibilidade é importante, e fez um vídeo mostrando os obstáculos no caminho entre sua casa e um hortifruti próximo. É muito gostoso escutar as risadas do Leo, mas nem todos fazem o passeio nesse bom humor. A trepidação pode ser incômoda pra outras crianças e, principalmente, adultos cadeirantes. Além disso, alguns obstáculos impedem que o cadeirante os ultrapasse sozinhos e em segurança. Mães com bebês em carrinhos, cadeirantes, deficientes visuais, idosos, qualquer pessoa, todos nós seríamos beneficiados por calçadas em boas condições de conservação e realmente acessíveis!

Rinite alérgica – Blog da Alergia
O Blog da Alergia traz mais um post com ótimas informações sobre rinite. Mas o melhor está bem no fim do texto: a equipe da clínica da alergia está disponibilizando um livro em pdf, “É mais feliz quem respira pelo nariz”. Para receber, é preciso fazer a solicitação por email. Já recebi o meu e li quase tudo. Assim como os textos do blog, a linguagem é acessível e traz muitas informações importantes e interessantes. Recomendo!

Tags: , , , , , ,

Medo de dentista, de injeção, de roupa branca…

Quando chego ao trabalho, passo por um corredor com cadeiras, onde os pacientes aguardam ser chamados para suas consultas e exames. Dependendo do dia, o espaço fica cheio de crianças.Enquanto algumas ficam sentadas ou no colo dos pais, outras ficam brincando no chão ou correndo. E são essas, geralmente, que escutam dos pais:

Se não ficar quieto, vou chamar o moço pra te dar injeção!

Depois, chega a hora da injeção, e lá está a criança chorando e gritando e os pais sem conseguir acalmá-la. Agulha já causa medo mesmo. Quando vira objeto de ameaça ou castigo, claro que o medo fica ainda maior!

É comum que os pais, às vezes sem querer, façam com que os filhos tenham medo de profissionais de saúde. Além dos “você vai tomar injeção se não me obedecer”, tem aqueles que transmitem seus próprios medos. Isso é bastante frequente com dentistas! De tanto que a criança ouve os pais falando que tal tratamento causa dor, que não vai ao médico porque é ruim, que não vai tomar o remédio porque não adianta, que hospital lembra morte, é mais do que compreensível que a criança tenha medo também.

Também existem casos em que o medo independe de qualquer interferência ou exemplo dos pais. Crianças que tenham passado por muitas cirurgias ou tratamentos, por exemplo, podem ficar assustadas ao ver qualquer profissional com roupa branca, pois acham que serão submetidas a mais um desses procedimentos. Outras, simplesmente, tem medo da agulha ou do barulho do motorzinho, sem nenhuma razão especial.

Ainda assim, é importante que os pais mantenham-se atentos a isso. Os filhos devem aprender a obedecê-los porque é o correto, não porque “o moço vai dar injeção”. A responsabilidade é dos pais, não do moço. Aumentar o medo que a criança tem pode causar prejuízos à sua saúde no futuro!

Tags: , , ,

Meu dente caiu!

Meu irmão estava na primeira série. A turma lia (silenciosamente) o texto indicado pela professora, intitulado “Meu dente caiu!”. No meio da leitura, meu irmão falou o título em voz alta. A professora elogiou:

Isso mesmo, João, esse é o título do texto!

Ele insistiu e repetiu mais algumas vezes… Até que a professora percebeu que, coincidência!, um dos dentes de leite tinha caído bem naquele momento!

Lembrei dessa história assim que li o título do post Mãe, meu dente tá mole!, do Blog do tio dentista. Nem sempre o dentinho cai assim tão fácil e numa situação tão divertida. Às vezes, pode ser preciso dar uma ajuda para que o dente mole não prejudique o permanente que já estiver nascendo. O texto do Tio explica quando é preciso ajudar e como fazer isso.

Tags: , ,
Página 1 de 53123456...102030...Última »