Prevenção, diagnóstico e tratamento
Hoje, 13 de outubro, é Dia do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional. Sim, é meu dia! Podem dar os parabéns que eu aceito bem feliz!
Há 39 anos, nesse mesmo dia, foi assinado o Decreto-Lei 938, reconhecendo e regulamentando as duas profissões no Brasil. Esta é a razão desse dia ter sido escolhido para homenagear os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Ontem, no intervalo do Fantástico, foi veiculada uma propaganda feita pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, como acontece todos os anos. Quer ver o vídeo?
Vídeo do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional em homenagem ao Dia do Fisioterapeuta, exibido em 12 de outubro de 2008, no intervalo do Fantástico:
Procurando por esse vídeo no Youtube, encontrei vários outros sobre fisioterapia e fisioterapeutas. Homenagens, orações, textos falando sobre a profissão. Fisioterapeutas sendo chamados de anjos, suas mãos sendo elogiadas, as dificuldades e a beleza da Fisioterapia sendo mostradas.
Me emocionei assistindo alguns desses vídeos. Estou num período de quase desilusão com a profissão. Não é fácil ver como é pouco valorizada. Como se ganha pouco. Como se é explorado. Claro que sei que isso não acontece só com Fisioterapia, e sim com quase todo mundo. Mas eu sou fisioterapeuta e estou vendo tudo isso. É diferente quando você ouve falar que a situação é complicada e quando você a vivencia. Mas cada um dos vídeos que assisti pareceu me lembrar de algo: porque escolhi essa profissão, como me deu alegria, como me realizou. Teve muito momento difícil, desagradável, sim. Mas me faz feliz sim.
Pra terminar, deixo um vídeo com a Oração do Fisioterapeuta. Logo depois de formada, sempre que sentia dificuldade, estava em dúvida quanto ao tratamento correto ou me sentindo incapaz de ajudar algum paciente, eu recorria a ela. Lia, relia, pedia auxílio, e fazia o meu trabalho da melhor forma que pudesse. Com o tempo, esqueci da oração. Foi muito bom lembrar dela. Vi que, apesar de ter esquecido as palavras exatas, a mensagem dela sempre me acompanhou, a cada dia, a cada paciente. E se eu não recorri a ela, escrita em uma folha de papel, foi porque tive alguém me falando as mesmas coisas, lembrando as vitórias que eu tinha ajudado a conquistar e me dando força pra ir atrás de outras.
Oração do Fisioterapeuta:
Com tudo isso, pude lembrar: quanto orgulho tenho por ser fisioterapeuta!
Depois do episódio de uma mulher dirigindo na contra-mão, em São Paulo, o Fernando pediu socorro pra entender o transtorno bipolar. Vamos, então, a informações gerais sobre o assunto:
O transtorno bipolar do humor era antes conhecido por psicose maníaco-depressiva. O nome foi alterado porque nem sempre os sintomas psicóticos estão presentes. Pode também ser chamada de doença afetivo bipolar.
Este transtorno é caracterizado pela alternância de quadros depressivos e eufóricos. Durante a fase depressiva, a pessoa não sente vontade de trabalhar, se relacionar com os outros e até mesmo de realizar atividades do dia-a-dia, como comer e tomar banho, ansiedade e tristeza. Já nos quadros de euforia, ou mania, são comuns os gastos excessivos, insônia, vontade de conversar, agitação, alegria, irritabilidade, hiperatividade, exposição a riscos, aumento do interesse sexual e raiva. Cada uma dessas fases pode durar semanas, meses ou anos.
A doença pode se apresentar de outras formas além do quadro clássico descrito acima: na hipomania, a euforia e humor expansivo não causam prejuízos na vida da pessoa; nos episódios mistos, os quadros de depressão e mania se alternam em poucas horas; na ciclotimia (ou transtorno ciclotímico), as alterações crônicas e numerosas de humor confundem a doença com personalidade instável.
As causas do transtorno bipolar não são conhecidas. Sabe-se porém, que é influenciada por diversos fatores: biológicos (neurotransmissores cerebrais), sociais, psicológicos e genéticos (tendência familiar). Acomete homens e mulheres na mesma proporção. Em geral, os sintomas iniciam entre 15 e 25 anos, podendo iniciar também entre 45 e 50 anos em mulheres. Crianças também podem apresentar o distúrbio.
O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos por médicos psiquiatras. O diagnóstico é essencialmente clínico, sem o auxílio de exames. O tratamento é feito com medicamentos estabilizadores do humor, anticonvulsivantes e neurolépticos. O mais utilizado é o carbonato de lítio. Em alguns casos, o tratamento é acompanhado também por psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Mais informações estão disponíveis no site da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.
Por fim, sim, Fernando, o transtorno bipolar pode ser o responsável por toda a confusão envolvendo a motorista. A agressividade e o comportamento de risco são algumas das características do quadro maníaco, ou eufórico, do transtorno. Provavelmente, quando conseguiu a carteira de motorista, não estava nessa fase.