Gilvan Barbosa Gama é um apiterapeuta, profissional que utiliza produtos das abelhas para tratamentos. Segundo o especialista, a própolis pode combater a dengue, tanto na prevenção quanto no tratamento.

A própolis é extraída de flores, brotos e cascas de árvores pelas abelhas, que a utiliza para a construção e proteção da colméia. A própolis é um antibiótico natural, potencializa o sistema imunológico, é cicatrizante, anestésica, hipotensiva (reduz a pressão arterial), vasodilatadora e hemostático (controla hemorragias). Quem ingere constantemente a própolis exala, através do suor, substâncias que afastam, entre outros, o mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti.

O tratamento foi comprovado através de uma pesquisa que durou cinco anos, na Amazônia. O pesquisador foi também agente da pesquisa, utilizando a própolis, e afirma não ter contraído a malária. Os resultados puderam ser avaliados em cidades onde os prefeitos utilizaram a própolis como terapia: nenhum caso de dengue foi registrado. É indicada ainda para lepra, queimaduras e febres causadas por parasitas e vírus.

Não é qualquer própolis que tem poder curativo. A concentração deve ser de um quilo para 900 ml de álcool de cereais. Como forma de prevenção, deve ser feita uma solução de 7,5 ml de tintura de própolis diluída em meio copo de água sem cloro ou, preferencialmente, água de coco. A mistura deve ser ingerida todos os dias. Se a contaminação já aconteceu, deve-se tomar durante o pico febril e outras três doses a cada duas horas. A dose para crianças é reduzida pela metade. A própolis não é tóxica e apenas uma a cada 1000 mil pessoas tem alergia a ela.

O Ministério da Saúde ainda não reconheceu o poder de prevenção e cura da malária e da dengue. As pesquisas, porém, apontam resultados benéficos especialmente para a população carente, em virtude do baixo custo do tratamento. A divulgação das propriedades da própolis no combate à malária iniciou ainda nos anos 90. Desde então, o biólogo aguarda o reconhecimento de uma entidade como a Fundação Nacional de Saúde (FNS) ou o Instituto de Medicina Tropical (IMT) para repassar a fórmula da manipulação do medicamento, a fim de que seja distribuído gratuitamente pelo governo.