Prevenção, diagnóstico e tratamento


Contra-indicações da ressonância magnética

Out 23, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

A ressonância magnética (RM) é um exame muito importante para auxiliar o diagnóstico de várias doenças. Ajuda a identificar tumores em estágio inicial, lesões em órgãos internos e muitas outras situações. Como não utiliza elementos radioativos, como o raio-X, não é prejudicial à saúde. Porém, a ressonância nuclear magnética, como também é chamada, tem algumas contra-indicações ou situações que precisam de cuidado:

  • Alguns tipos de cirurgia recente (nos últimos seis meses)
  • Implante metálico (dispositivo intra-uterino - DIU, válvula cardíaca, placa, pino, parafuso, stent, clip de aneurisma cerebral, estilhaço metálico no corpo, piercing, prótese metálica, aparelho ortodôntico)
  • Implante eletrônico (marca-passo cardíaco, neuro-estimulador, implante coclear
  • Suspeita de gravidez
  • Alergia (devido à sedação, se necessária)
  • Claustrofobia (medo de lugares fechados)
  • Maquiagem definitiva ou tatuagem recente (nos últimos três meses)

O exame é contra-indicado para quem tem alguns tipos de implantes metálicos devido ao grande magnetismo durante o exame. A atração entre o ímã da RM e o metal pode causar um incômodo ou até mesmo uma lesão, se o metal estiver na região a ser examinada. Somente o médico poderá avaliar se seu implante o impede ou não de passar pelo exame.

Já para quem tem implante eletrônico, o maior risco é a desprogramação deles, causada também pelo campo magnético. O marcapasso, por exemplo, pode ter ser reprogramado com os parâmetros iniciais, perdendo as configurações (como sensibilidade e frequência cardíaca mínima e máxima) ideais para o paciente. Nesse caso, o exame é contra-indicado; quem tem marca-passo, neuro-estimulador ou implante coclear não pode fazer ressonância magnética, a não ser em raras exceções, dependendo da área a ser examinada, e também conforme decisão do médico.

Portanto, se algum médico lhe solicitar um exame de ressonância magnética, não esqueça de informá-lo sobre qualquer uma dessas situações.

Veja este vídeo para entender a força da atração magnética do aparelho de RM:

Um cilindro de oxigênio é colocado próximo ao aparelho, sendo atraído de forma potente por ele.

Você pode ver outros vídeos nesse post sobre o ímã da ressonância magnética.

Colposcopia

Set 29, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

Você fez uma consulta de rotina com ginecologista. Durante o exame, a médica percebeu alguma coisa diferente no seu colo do útero. Ou você fez o exame de Papanicolau e o resultado não foi tão bom quanto o médico esperava. Então, a notícia: você vai precisar fazer outro exame, a colposcopia. Mais uma vez, a questão dos nomes feios da Medicina. Você já está apreensiva por estar com alguma possível doença. E ainda ouve um nome estranho. Quer saber que exame é esse, pra ficar mais tranquila?

Em resumo, a colposcopia é um exame muito semelhante ao exame ginecológico comum, porém utiliza um líquido que tinge as células do colo do útero para que possa ser melhor visualizado, e um aparelho que permite visualizar a vulva, a vagina e o colo do útero de forma ampliada.

Espéculo vaginal

Espéculo vaginal

Como o exame é feito? Ele é feito no consultório médico. Você permanece deitada na mesa ginecológica, com as pernas na mesma posição do exame comum. Coloca-se o espéculo (afastador das paredes da vagina), também como no exame ginecológico comum. Aplica-se substâncias que tingem as células, para que seja possível observá-las com mais facilidade.

Pode também ser feito, durante a colposcopia, o Teste de Schiller, que nada mais é do que a aplicação da tintura de iodo para demarcar as áreas com lesão. O Teste de Schiller positivo indica que a tintura tingiu todo o colo do útero, portanto não há células alteradas. Já o resultado negativo indica que algumas células estão alteradas e sofreram lesão.

Colposcópio

Colposcópio

Com as células já tingidas, é utilizado o colposcópio, o aparelho que permite ampliar a imagem entre 10 e 40 vezes. Assim, é possível observar melhor a vulva, a aparência da parede interna da vagina e do colo do útero, ajudando a identificar possíveis problemas.

Através da colposcopia, é possível diagnosticar lesões por HPV (papiloma vírus humano) e realizar biópsias para analisar tumores.

Existem algumas recomendações para realizar a colposcopia:

  • Levar exames anteriores
  • Não ter relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame
  • Não estar em período menstrual
  • Não usar medicamentos locais nos cinco dias anteriores ao exame
  • Não utilizar ducha vaginal interna no dia do exame
  • Fazer higiene local
Uma dúvida comum é em relação à virgindade. Mulheres virgens também podem fazer o exame. O exame pode ser um pouco incômodo para todas as mulheres, principalmente no momento da biópsia, em que se sente leves picadas. Após o exame, é possível que se sinta uma ligeira cólica. Se for feito biópsia, haverá também um pequeno sangramento. Nesse caso, deve-se aguardar uma semana antes de retomar as relações sexuais, para permitir a cicatrização.

Exames para detectar câncer de próstata

Jul 9, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Dificuldade para urinar, dor ou queimação para urinar, necessidade de urinar frequentemente, jato de urina fraco, sangue na urina. Sintomas de um possível câncer de próstata. Infelizmente, quando os sintomas aparecem, o tumor pode já estar em estágio avançado. Como, então, detectar o tumor logo no início?

Homens com mais de 50 anos, ou mais de 45 anos com histórico familiar de câncer de próstata, devem submeter-se a um check-up anual. Os exames de rotina são toque retal e dosagem de PSA. O toque retal é feito por um médico urologista, para identificar o tamanho e forma dessa glândula responsável pela produção do sêmen. A dosagem de PSA é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína específica da próstata, que aumenta no processo de tumores e com o avançar da idade. O acompanhamento anual desses dois exames permite verificar qualquer alteração, possibilitando o tratamento ainda na fase inicial.

Quando há suspeita de tumores, o médico pode solicitar uma biópsia. Com o auxílio da ultrassonografia transrretal, uma agulha é inserida para retirar algumas células da próstata. A inserção é feita pelo ânus, atravessando a parede do reto, ou no espaço entre o escroto e o ânus. As células serão então analisadas para identificar o tipo de tumor presente e, assim, definir o tratamento adequado. Dependendo do tipo e do grau do tumor, o tratamento poderá ser feito com quimioterapia, cirurgia para remoção da glândula ou apenas manter o quadro sob observação durante um período determinado pelo médico.

Índice de APGAR

Abr 1, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Logo que seu bebezinho nasceu, ele recebeu as primeiras notas de sua vida. Assim como na escola, se ele se sair bem, receberá nota 10. Essa nota é tão importante que fica registrada na carteira de saúde da criança.

O índice de APGAR, desenvolvido pela anestesista inglesa Virgina Apgar em 1949, avalia a condição do recém-nascido. O teste é realizado duas vezes, com um e com cinco minutos de vida. Em alguns casos, quando a nota é baixa, pode ser refeito aos 10 minutos, para avaliar se houve melhora.

São cinco os parâmetros observados durante a avaliação. Cada um recebe uma pontuação, que é somada para definir o índice:

  • Frequência cardíaca (número de batimentos por minuto)
    • 0 - ausente
    • 1 - abaixo de 100
    • 2 - mais de 100
  • Respiração
    • 0 - ausente
    • 1 - fraca, irregular
    • 2 - forte, chorando
  • Tônus muscular (estado de contração do músculo em repouso)
    • 0 - flácido
    • 1 - flexão das extremidades (braços e pernas)
    • 2 - movimentos ativos, boa flexão
  • Irritabilidade reflexa (reação a estímulos desagradáveis)
    • 0 - nenhuma resposta
    • 1 - careta, pouco movimento
    • 2 - tosse, espirro, choro
  • Cor da pele
    • 0 - cianose (azul), pálida
    • 1 - corpo róseo, extremidades azuis (cianose das extremidades)
    • 2 - completamente rosada

A importância do APGAR se reduziu com o passar dos anos. Muitas manobras de reanimação ou técnicas de atendimento ao recém-nascido são realizadas antes mesmo da realização do teste no primeiro minuto. Acreditava-se que houvesse uma relação entre o índice de APGAR e problemas neurológicos ou futuras doenças do bebê. Essa correlação não se confirmou. Muitas crianças com paralisia cerebral, por exemplo, obtiveram nota 9 ou 10. Por outro lado, nem todos os bebês com notas 5 ou 6 apresentam problemas graves decorrentes do nascimento.

Ainda assim, o exame continua sendo feito, e no Cartão da Criança você encontrará um registro como APGAR 9/10, ou seja, a nota do primeiro e do quinto minuto. Se você tiver dúvidas quanto ao desenvolvimento do seu bebê ou se preocupa com o índice recebido, procure o pediatra e solicite informações precisas e específicas sobre seu filho.