Prevenção, diagnóstico e tratamento
No Fantástico do último domingo, o Doutor Bactéria falou sobre o jogo dos sete erros na cozinha. Não assisti a reportagem, mas li sobre o assunto no blog Chega de Bagunça e procurei o vídeo para assistir. Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria que dá título ao quadro, os tais sete erros são:
Sei, é claro que eu sei, que as regras de higiene devem ser seguidas para evitar contaminação e disseminação de microorganismos e, consequentemente, doenças. Entendo que em qualquer das situações citadas, há proliferação de bactérias. Mas você já ouviu falar de alguém que morreu de vela soprada? O biomédico ensina que, quando se sopra a vela, a saliva contamina o bolo e que, se ele permanecer fora da geladeira, as bactérias poderão causar intoxicações com vômito e mal-estar. Certo. Então aquela dor de barriga depois da festinha de aniversário de um ano do seu sobrinho pode não ser causada pela quantidade de brigadeiros que você comeu, e sim pela saliva do aniversariante que caiu sobre o bolo que você decidiu comer só no fim da festa. É um fato, e não vou contrariar essa afirmação. Mas sou contra exageros.
Para estar livre de qualquer contaminação, precisaríamos viver em ambientes absolutamente esterilizados. Como conseguir isso na correria que é o dia-a-dia da maioria das pessoas, tocando em dinheiro, comendo em restaurantes, utilizando o banheiro do local onde trabalha? Se seu filho não deve nem comer o bolo depois de ter soprado a velinha, como ele vai frequentar uma escola com tantas outras crianças? Vivemos em um mundo cheio de bactérias. Devemos, sim, evitá-las e impedir que proliferem. Mas nem sempre é possível. E acredito que o tipo de informação transmitida pelo Doutor Bactéria, apesar de muito importante, deve passar por uma análise sobre como será divulgada. Ou logo teremos, ao invés de montes de bactérias, montes de pessoas vivendo de forma limitada, deixando de participar de atividades que proporcionavam prazer pelo medo de ficar doentes.