Essa é uma das mais recentes descobertas dos pesquisadores: uma substância contida no veneno de uma aranha tem propriedades neuroprotetoras, ou seja, de proteção aos neurônios (células do sistema nervoso).

A aranha Parawixia bistriata vive no cerrado brasileiro. Já havia sido estudada por biólogos, que analisaram o comportamento do animal. Agora, porém, outros cientistas encontraram no seu veneno a substância parawixina1, assim batizada em homenagem ao nome da aranha.

A parawixina1 poderia impedir a morte de neurônios, através de um processo de retirada do excesso de neurotransmissores das células. Os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas por nosso corpo e liberadas por neurônios, que ativam ou bloqueiam outros neurônios ao redor. Dessa forma, os cientistas poderiam desenvolver tratamentos para doenças sem cura, como Alzheimer e esclerose lateral amiotrófica.

A pesquisa foi feita por profissionais da USP de Ribeirão Preto. Andréia Fontana estudou as propriedades de neuroproteção da parawixina1 em ratos, como trabalho de doutorado, orientada por Wagner Ferreira dos Santos e Joaquim Coutinho-Netto.

Atualização:

Reproduzo aqui o comentário feito abaixo por Jorge A. Fontes. Ele forneceu dados e informações para contato com os pesquisadores:

Olá amigos;

As pesquisas sobre o veneno da aranha Parawixia, é desenvolvida pela Faculdade Medicina de Ribeirão Preto (USP).
Endereço: Av dos Bandeirantes, 3900
Fazenda Monte Alegre.
Ribeirão Preto S.P
Telefones: 16 3602-3232/ 3602-3259.
Professores: Dr. Joaquim Coutinho Netto;
e Dr. Wagner Ferreira dos Santos
site: http://www.fmrp.usp.br
E-mail: jcnetto@fmrp.usp.br
Grande abraço.
Boa sorte a todos com as bênçãos de DEUS.