Você já se encontrou em alguma situação em que precisava reconhecer alguém e não tinha como ver o rosto? Isso pode acontecer se você estiver em um lugar cheio de gente, ou a pessoa que você acha que é aquela sua amiga está de costas, ou o ambiente está escuro. É difícil ter certeza de que é quem você está pensando, não? Você pode recorrer a outras características, como o cabelo, as roupas, a voz, o corpo, a forma de andar ou se movimentar. Mas nada parece tão eficiente quanto as feições do rosto.
Agora imagine não conseguir reconhecer rostos… Várias pessoas vivem essa situação, pois têm uma desordem rara chamada prosopagnosia, também conhecida como cegueira para feições. Apesar de ver os rostos, elas não conseguem reconhecê-los. É como se estivessem olhando uma outra parte qualquer do corpo, como os joelhos ou ombros. Você conseguiria reconhecer todos os seus familiares olhando apenas para essas partes? Ou então, há quem compare com pedras, todas muito parecidas.
A causa da prosopagnosia é uma lesão no cérebro, entre os lobos temporal e occipital. Mais especificamente, a região atingida é a área fusiforme da face, responsável pela percepção da face. Essa lesão pode acontecer no adulto a partir de um traumatismo craniano (trauma cranioencefálico), derrame (acidente vascular cerebral) ou doenças degenerativas. O mesmo pode acontecer em crianças. Há ainda casos congênitos (desde o nascimento), possivelmente hereditários (herança familiar). Ou seja, se o pai ou a mãe tem prosopagnosia, o filho também pode ter.
A prosopagnosia tem diversos “graus”. Existe a dificuldade em reconhecer apenas pessoas que não façam parte do convívio diário, não reconhecer familiares próximos e até mesmo não reconhecer sua própria imagem no espelho. Pode também estar associada à incapacidade de reconhecer objetos como carros e lugares. Pessoas que já nasceram com a desordem, ou que a adquiriram durante a primeira infância, podem nem perceber que a tem. Muitos acreditam que essa é a forma normal de perceber as pessoas, como figuras sem rosto.
O tratamento da prosopagnosia envolve auxiliar o paciente a descobrir novas formas de reconhecimento do rosto, através de outras características. Durante a infância, as professoras são fundamentais nesse processo, desenvolvendo estratégias para que a criança identifique seus colegas e favorecendo a interação com eles.
Este é um dos posts com temas vistos em programas de tv sobre medicina.

29 de agosto de 2008 em 16:24
Tenho muita dificuldade de guardar fisionomia das pessoas. Às vezes acabo de conhecer, e quando encontro não reconheço, fico até com vergonha.
4 de maio de 2009 em 14:15
Parabens,foi direto e bem objetivo,era o que eu sempre esperei encontrar respostas rapidas e objetivas.sempre estou pesquisando sobre doenças,e este site me parece ser o que estava procuando.Mais uma vez parabens.
4 de maio de 2009 em 14:48
Obrigada, Luiz. Sinta-se à vontade para retornar ao blog, comentar, sugerir e criticar.
4 de junho de 2009 em 13:10
Tenho dificuldades em reconhecer pessoas se estas estiverem fora do lugar onde geralmente interajo com elas, isso tambem pode ser diagnosticado como prosopagnosia?
4 de junho de 2009 em 14:16
Clederson, pode ser sim uma variável da prosopagnosia. A necessidade de que a pessoa esteja sempre no mesmo ambiente pode estar relacionada a características que você associa a ela, se não consegue reconhecer seu rosto. Há que se diferenciar, porém, de situações comuns, como quando você conhece uma pessoa num ambiente (o caixa de um banco, por exemplo), raramente a encontra, e então realmente é mais difícil reconhecê-la em outros lugares. Convém procurar um neurologista para um diagnóstico adequado.
5 de junho de 2009 em 10:34
Somente agora tomei conhecimento de que não sou o único portador desta deficiencia chamada Prosopagnósia.
Somente percebi não lembrar rostos, quando na década de 90, minha esposa passava muitos dias ausente com nossas filhas que estudavam na capital: Fortaleza, e dias depois que ela viajava, notei que não lembrava mais do seu rosto. Tive um baita susto na primeira vez. Mas verifiquei que isto ocorria também em relação a outras pessoas conhecidas, pois passados alguns dias também não lembrava sua fisionomia.
No principio a minha esposa criou caso, não acreditando, e creditando o fato a uma invenção minha por causa de; provavelmente outra mulher.
Não me preocupei com o fato, pois, não interferia em meus negócios de maneira acentuada, dava para passar, salvo quando se tratava de um cliente recente. Ai como eu não lembrava do rosto, não podia identificá-lo pelo nome. E ai eu o deixava falar para aos poucos lembrar com quem estava lidando. Ainda hoje é assim.
Hoje 19 anos depois, fiquei sabendo de que não estou sozinho. Contudo lhes afirmo: é uma barra.
Vicente Rodrigues de Almeida
5 de junho de 2009 em 13:31
Vicente, saber que essa situação é uma condição conhecida e estudada pode o ajudar, pois você pode aprender a usar estratégias para reconhecer as pessoas sem que seja através do seu rosto, como a cor do cabelo ou a voz.
19 de junho de 2009 em 20:58
Eu tambem tenho muita dificuldade em reconhecer rostos novos, mas meu maior problema é lembrar dos rostos, posso estar olhando para o rosto da minha mae ou para meu reflexo no espelho, se eu fechar os olhos nao consigo imaginar os rostos. Isso pode ser considerado um caso de prosopagnosia?
22 de junho de 2009 em 17:09
Juliana,
O processo de lembrar dos rostos pode ser diferente do de reconhecer os rostos. Você pode conseguir reconhecer as feições de sua mãe, mas não conseguir lembrar delas se não estiver a vendo. Sugiro que você procure um neurologista para fazer o diagnóstico correto e, com o médico, definir estratégias para amenizar o problema.
11 de outubro de 2010 em 12:17
sempre admirei pessoas que conseguiam descrever como eram os rostos uma vez que eu mesmo sentia enorme dificuldade para tal. Me sentia ‘burro’ em relação a isso. Porem o mais bizarro era não me reconhecer nos retratos. ‘esse sou eu?’ me questionava. Hoje entendo que sou prosopagnósico- êta nome equisito!
Inconscientemente desenvolvi estratégias para burlar essa deficiencia para reconhecer os outros . Eu vejo o cabelo, algum sinal, corpo,etc. Tenho sucesso em muitos casos; noutros , um verdadeiro fiasco.
14 de outubro de 2010 em 15:37
Agora estou aliviada pelo fatode saber que não estou ficando louca e nem sou tão distraida assim, mim chamava até de “broca” mas, agora sei que é essa tal doença.
Não reconheço rostos, principalmentes os recentes, e as pessoas que não vejo a tempos, até parentes, carros para mim são todos iguais e facilmente me perco em um lugar ou local queñão conheço, tenho essa dificulfdade também de reconhecer um lugar, facilmente fico perdida. Aa pessoa me chamam de metidas por que não falo com elas, miais como falar com quem você já nem sabe quem é? é díficil e nem adianta eu siar dizendo o que tenho, aspessoas também não iriam compreender, sofro na faculdade porque não consigo saber quem é quem, e no trabalhop também, imagina uma professora que não distingue os alunos, já pensou?
13 de dezembro de 2010 em 16:15
Procurei isso pq acho que tenho.
Eu marco as pessoas pela forma de vestir, pelo cabelo… e só consigo reconhece-las depois de um convívio demorado, e mesmo assim, após algum tempo sem ver, esqueço como era o rosto.
Quando eu era criança, ficava um tempão olhando no rosto das pessoas que conhecia, tentando “marcar” alguma característica para poder reconhecê-las depois. Com a adolescência isso não foi mais possível e passei a conviver com a dificuldade e ignorar os problemas.
Hoje mesmo, no trabalho, recebi 2 RGs para cadastrar, quando fui devolver os documentos, não conseguia identificar pela foto quem eram as pessoas, embora os dois fossem bem diferentes um do outro.
Outra coisa que também me espanta é o fato de que eu não me reconheço no espelho, nem em fotos. Só consigo saber quem sou eu nas fotos pelas roupas que sei que tenho, e já me aconteceu ver a foto de outra pessoa com uma roupa igual e ficar um tempão intrigada pelo fato de não lembrar de ter tirado aquela foto… até que percebi que era outra pessoa, que segundo meu esposo, era muito diferente de mim.
21 de fevereiro de 2011 em 18:11
ESTA DOENÇA TENDE A PIORAR COM O TEMPO OU TEM CURA??ALÉM DE NÃO RECONHEÇER AS PESSOAS AINDA CONFUNDO UMA COM OUTRA QUE NADA TEM A VER ,O QUE MAIS PODE AFETAR E QUAL O TRATAMENTO??OBRIGADO!
22 de fevereiro de 2011 em 8:35
Sueli, você deve procurar um neurologista para avaliação, pois essa maior dificuldade pode estar relacionada apenas a conhecer mais pessoas, ou por associação com alguma outra condição de saúde.
9 de março de 2011 em 17:02
Se procurasse alguém e pedisse informação a respeito creio que não obteria com tanta simplicidade e clareza, pois me vi no artigo. Tenho 56 anos e convivo com esse drama. Pode parecer estranho mas no meio da multidão não conheço nem mesmo a minha esposa. Meus filhos quando tinha que pegá-los no colégio, se não ficassem atentos ficariam, pois no meio dos demais meninos, todos uniformizados era impossível conhecê-los.
Ah, tem mais não me conheço em foto e nem em espelho, por uma infinidade de vezes já dei lugar a minha propria imagem, quem se dirige à mesma porta para qual estou indo, e não poucas vezes atrapalho quem vem após mim, principalmente nos bancos em razão das portas de vidro.
Isso não me preocupa, muito pelo contrário convivo sem o menor problema, e chego a rir de mim mesmo, junto com meus familiares, pois para eles essas “gafes” jásão corriqueiras em minha vida.
9 de março de 2011 em 17:08
Convivo com esse drama há mais de 50 anos. Não tenho qualquer preocupação, inclusive as gafes que ocorrem comigo servem para me divertir quando estou em família, vez que para minha família isso é normal acontecer comigo.
Inumeras vezes já desvie de mim mesmo em portas de vidro, com a “boa” intenção de oferecer passagem a quem está vindo do lado oposto.
Na multidão não conheço nem mesmo a minha mulher. Quando saímos juntos preciso guardar a cor da roupa, pois caso contrário me sinto perdido e me causa um certo receio imediato, mas logo me refaço e parto a busca da pessoa que está comigo.
Meus filhos, quando estudavam inumeras vezes os deixei, pois não os conhecia entre os demais meninos uniformizados.
13 de abril de 2011 em 10:19
Quando eu assisto filme ou novela, às vezes eu não sei quem é quem. todos são muito parecidos.
16 de maio de 2011 em 0:20
Tem vez que eu não reconheço o meu rosto, demora 2 segundo para eu reconhece que sou eu, isto já avia acontecendo e parou não e freqüente a penúltima vez foi a 5 anos e a última foi ontem, chego a me assusta
14 de junho de 2011 em 11:55
Reconheço as pessoas do meu cotidiano( familiares e amigos) vejo os rosto e tudo mais, mas quando eu conheço pessoas novas se eu ver depois na rua eu não a reconheço e as vezes demoro uns 5 segundos para reconhecer, so reconheço depois da 3/4 vez que eu a vejo e converso, isso pode ser prosopagnosia?
14 de junho de 2011 em 14:50
É possível que sim, Vinícius. Porém, pode ser também apenas uma dificuldade em prestar atenção logo que conhece as pessoas. Para diagnóstico, você deve consultar um neurologista.
28 de agosto de 2011 em 17:54
Fico feliz por descobrir que possuo propagnósia. Agradeço a Ciência Humana por esclarecer esta questão. Espero contribuir para a Ciência em breve. Espero que este sistema social que valoriza mais aquele que possue riqueza a aquele que possui conhecimento desapareça logo mais…
3 de outubro de 2011 em 9:08
Enfim, pude me diagnosticar:
Quantos e quantos médicos , já perguntei qual era o meu problema e nenhum soube explicar, muito menos entender a minha queixa, dizendo apenas que era distração. Sempre comentei este problema com os amigos….parecia que eu era a única portadora deste distúrbio, pois todos admiravam o fato de eu não reconhecer as pessoas .
Acabei de saber que o meu caso é hereditário pois, papai era igualzinho, não reconhecia rosto de ninguém. Na calçada do edifício em que morava há anos, não reconhecia os vizinhos de apartamento, que via e conversava todos os dias .
Este problema também me acompanha há anos, meu marido precisa ficar falando: Olha fulano, olha cicrano…..passo a maior vergonha.
Muitas vezes confundo um com outro, e o pior é que , eles não tem nada a ver , completamente diferentes…..então rimos….fazer o quê?
Muitas vezes fico tentando gravar rostos de pessoas que me interessam , para não ter que passar por esta dificuldade tempos depois, porém de nada adianta.
Nestes anos todos já fui muito retalhada por este problema, embora involuntário. Não me reconheço nas próprias fotos.
Na multidão, mesmo há pouca distância, não reconheço nem as pessoas que tenho contato em atendimentos recíprocos do dia a dia. Na rua ou lugares públicos, só reconheço pessoas muito íntimas, é um horror. Muitas vezes, estou numa festa, faço amizades proveitosas, que eu gostaria muito que permanecessem em minha vida, porém no dia seguinte, nem as cumprimento, pois não as reconheço.
Este problema me atrapalha muito até em filmes que assisto, pois muitas vezes não identifico algum personagem , pior ainda, me confundo um com outro.
Na verdade, até rimos muito lá em casa, dos foras que dou.
Um abraço a todos e boa sorte!
1 de novembro de 2011 em 5:39
Olá! Tenho um problema muito parecido , e para poder me lembrar das pessoas associo-a a algum fato ou lugar, tenho um caso interessante: Certo dia levei minha filha a um hospital para fazer um exame gastrointestinal, então fiquei a espera na porta, de repente sai uma moça da sala conduzida por uma enfermeira, e nada de minha filha sair ( pensava eu) só depois de alguns minutos eu reconheci , por causa da roupa que era mesmo minha filha.
Tenho muita dificuldade em reconhecer pessoas.
Parece que meu caso é pior que o de todos. um abraço.
28 de dezembro de 2011 em 8:09
Eu ha muito tempo tenho essa dificuldade de reconhecer pessoas.. amigos que fico algum tempo sem ver.. pessoas novas que conheço preciso de um tempo de convivência pra reconhecer o rosto.. eu não conhecia como doença.. mas agora assistindo a um filme (Visões de Um Crime) vim saber que se trata de uma doença chamada prosopagnosia… mas aviso aos meus amigos “se um dia eu não o reconhecer me perdoe mas eu tenho esse problema de memoria” já sofri muita vergonha com isso… é horrível.
22 de maio de 2012 em 8:41
Há muito tempo tenho dificuldade de reconhecer pessoas… só depois de um tempão de convivência é que consigo reconhece-las novamente. Sofri muito por causa dessa situação e muitas vezes fui chamada de prepotente, exibida… perdi muitas amizades que gostaria de ter por não reconhece-las, por isso meu círculo de amizade é pequeno. Fiquei muito feliz em descobrir este site porque pude perceber que não sou burra (como sempre achei que era), na verdade estou diante de um problema de saúde.
Cometi tantas gafes que decidi me manter mais distantes das pessoas ( já que não adiantava eu procurar conhece-las, pois logo iria esquecer); agora vou tentar algumas formas de superar este problema ou pelo ao menos diminuir, pois a partir desse conhecimento que adquiri eu passei a me compreender melhor.
15 de julho de 2012 em 19:03
Vou compartilhar com vocês a minha história. Quando criança sofri um acidente e tive um TCE ( Traumatismo Cranio Encefálico), fiquei com afundamento no cranio. Tenho vários Fragmentos osseos ainda espalhados. O que acreditem me causa muita dor de cabeça, no sentido literal e esta não cessa nunca, mesmo com medicação. Depois disso adquiri a Prosopagnosia, ainda criança. Vivo com ela desde então. Sempre fui diagnosticada como uma pessoa desatenciosa, apesar de minhas notas escolares serem sempre altas. Hoje sei que se trata de uma disfunção neurológica. Não reconheço rostos e nem mesmo lugares. Não reconheço minha prória casa, eu mesma, meu marido, nem mesmo minha filha. Aprendi com os anos a reconhecer as pessoas pelo padrão da voz. Lógico… que se alguém tem o timbre parecido… me confundo. Mas quero apenas encorajar aqueles que tem esta disfunção. Vocês… nao tem problemas de memoria… tem uma disfunção… se um dia estiverem chateados com isto façam como eu… veja os dias como sempre um novo dia… pois para nós… todos dias e todas as pessoas são novas… sua vida sempre é um recomeço… a todo tempo.
Que Deus abençõe a todos!
29 de julho de 2012 em 22:14
Eh…
Renata Pinheiro:
Passei apor aqui em junho de 2009 e deixei meu comentário sobre PROSOPAGNOSIA por que me identifico com sintomo.
Estudei bastante o tema e até descrevi nos Blogs da minha região. Me identifico com muitos dos sintomas ligados a essa deficiencia mental.
O maior dano é mesmo a gente não conseguir lembrar um rosto amigo.
Diferentemente do comentario 15 – Lurdeo Moura, jamais consegui lembrar o rosto da minha esposa, esteja ela presente ou ausente, sozinha ou na multidão. Estou casado há 43 anos e confesso que é angustiante, por que é a pessoa que mais amo nesta vida. Não consigo fazer penetrar em minha mente os seus traços faciais. Entretanto, somos muito felizes.
Quanto a reconhecer outra pessoa, continua valendo o comentário 6 e uso um único artifício para identificar: Deixo que ela vá falando até abordar um tema sobre o qual temos interesse comun, ai lembro identifico com quem estou tratando. Cabelo, roupa e outras estratégias não funcionaram em mim por que jamais decoro essas coisas individualmente.
Quanto ao comentário 13 – Sueli Mendes, respondo por mim: A PROSOPAGNOSIA não foi causada por distúrbios ou acidentes, nasceu comigo e não é progressiva, isto é; não piora com o tempo, e não devemos confundir com sintomas de ALZHEIMER causados pela morte de células cerebrais, após os 50 anos tornando a pessoa incapaz de reconhecer rostos familiaras.
Veja matéria que escrevi no meu Blog: laboratoriosideral.blogspot.com
A cura ainda é deconhecida para ambas.
Vicente Rodrigues de Almeida
31 de julho de 2012 em 15:45
Obrigada por seu depoimento, Vicente.
9 de setembro de 2012 em 12:17
Olá pessoal,
Acho que sou portadora de prosopagnosia, pois tenho imensa dificuldade de reconhecer pessoas, até parentes, se não os vir diariamente.
Gostaria de saber se existe tratamento para este distúrbio.
Antecipadamente agradeço,
Abraços
Aparecida.
10 de setembro de 2012 em 9:00
Maria Aparecida, primeiro é preciso confirmar o diagnóstico. Depois o médico pode ajudar a encontrar estratégias pra contornar o problema.
19 de dezembro de 2012 em 20:04
Boa noite, Renata, a minha irmã, há mais ou menos 10 anos, não consegue lembrar dos rostos, principalmente dos familiares mais próximos. Ela disse que fica tudo escuro. Qual o tratamento adequado? Agradeço a sua atençao e aguardo um retorno.
Fique com Deus.
Raquel Pacheco Silva
Contagem MG
26 de dezembro de 2012 em 17:28
Raquel, é preciso que sua irmã procure um neurologista para avaliar o caso e indicar um possível tratamento específico para ela.
6 de janeiro de 2013 em 18:19
É…
Renata.
Vi o seu e-mail sobre o caso da Rachel Pacheco.
A prosopagnosia, já sabemos, não é uma doença é uma disfunção orgânica de memorização e não são todos os rostos que esquecemos, alguns é possível memorizar, outros não há estratégia que resolva. Acontece comigo.
Infelizmente quando conversamos com alguns médicos sobre esse fenômeno, a maioria desconhece tratamento e desconversa. Normalmente indica mendicamentos para memória.
No meu caso, nunca sofri acidentes, momento em que alguns perdem a memória, total ou parcial. Então posso dizer que a minha vem desde meu nascimento.
No caso da irmã da Rachel, pode ser que somente agora ela tenha percebido esse fato. Comigo foi assim, só percebi em 1990 conforme já narrei em comentário anterior aqui mesmo nesta postagem.
Muitos rostos amigos não consigo lembrar, consequentemente não sei com quem estou falando, mas a medida que vão conversando vou juntando os pausinhos e montando meu quebra-cabeça pessoal. Tem se tornado angustiante o fato de não conseguir lembrar o rosto da minha esposa e já usei de todos os meios estratégicos.
A medicina tem estudado pouco essa disfunção e ai ficamos no compasso de espera.
Vicente Almeida
Visite nosso blog: laboratoriosideral.blogspot.com