Prevenção, diagnóstico e tratamento
Não, não estou falando sobre a Mulher Melancia… Muitos brasileiros consideram a simples visão de seu rebolado ao som do Créu muito mais eficaz que qualquer remédio contra a impotência. Mas a notícia agora é sobre melancia, a fruta de verdade.
Cientistas estão pesquisando as propriedades contidas na melancia, em estudos realizados pelo Fruit and Vegetable Improvement Center (Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais), da universidade A&M (Texas, Estados Unidos). O diretor do Centro, Bhimu Patil, declarou que substâncias presentes na fruta tem a capacidade de dilatar os vasos sanguíneos, assim como o Viagra, Cialis e Levitra. Outro efeito seria o aumento da libido.
O fitonutriente responsável por esses efeitos é a citrulina. Ao ser consumida, ela é transformada em arginina por enzimas presentes no corpo. A arginina, por sua vez, estimula a produção de óxido nítrico, que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos. Dessa forma, seria possível utilizá-la não apenas para tratar a impotência mas também para preveni-la. Os mesmos benefícios atuam sobre todos os vasos sanguíneos do organismo, auxiliando o tratamento de doenças cardiovasculares.
Os cientistas buscam agora desenvolver uma nova variedade de melancia em que a citrulina esteja mais concentrada na polpa da fruta. Isso porque, na natureza, a maior concentração está na casca, que não é consumida habitualmente. Por enquanto, duas receitas encontradas com certa facilidade que utilizam a casca da melancia entre seus ingredientes são o doce de casca de melancia e o salpicão de casca de melancia.
Apesar de muitas mulheres sentirem-se incomodadas e evitarem o sexo durante a menstruação, os médicos afirmam: não existe nenhum problema.
A menstruação é a consequência da não fecundação do óvulo liberado durante o ciclo menstrual. As camadas do útero que foram preparadas para receber o embrião são descartadas, formando assim o sangue menstrual. Esse sangue, ao contrário do que se imagina, não tem sujeiras, é limpo. Portanto, não vai contaminar você ou seu parceiro, a não ser que você tenha alguma doença sexualmente transmissível (DST). Este é, aliás, o único porém: o período da menstruação deixa a mulher mais vulnerável a contrair infecções. Para evitar as DSTs, basta a proteção do preservativo.
Outra grande dúvida é se é possível engravidar durante a menstruação. É possível sim, mas é uma situação bastante rara. A mulher está mais predisposta a isso quando tem ciclo irregular e com intervalos curtos. Precisaria, então, ovular na mesma época em que está menstruando, o que é difícil de acontecer. Outro fator que dificulta ainda mais é que o sangue menstrual cria um ambiente desfavorável para os espermatozóides, o que evita que cheguem vivos até o óvulo.
Portanto, desde que com proteção, afirmar que transar durante a menstruação faz mal é mentira.
Você é daquelas pessoas que não largam o celular nem pra ir ao banheiro? Recarrega o aparelho bem antes que a bateria termine? Confere 500 vezes por dia quanto ainda tem de crédito? Dorme com o aparelho do lado da cama? Acha pior ficar sem o celular do que ter que se mudar ou terminar um relacionamento? Esses sintomas indicam que você pode sofrer de nomofobia.

Nomofobia é o medo de ficar sem contato através do celular (nomo vem de no-mobile, ou sem celular em inglês, e fobia significa medo). É uma condição atual, consequência da sociedade moderna em que se espera que as pessoas estejam sempre conectadas e disponíveis através de seus equipamentos portáteis. Com tantas funções agregadas em um único aparelho, além do telefone, como câmera de foto e vídeo, agenda de contatos, agenda de compromissos e acesso à internet, o celular permite a sensação de controle sobre diversos aspectos de sua vida.
Acabar a bateria, ficar sem sinal ou sem crédito parece significar que não será possível realizar mais nada e que o dia será perdido. E pensar que há tão pouco tempo você às vezes precisava esperar até a noite para poder falar com alguém, ou tinha que escrever - sim, escrever e não digitar - seus compromissos em uma agenda de papel. E hoje parece inacreditável, mas o mundo não parava só por causa de um recado dado 10 horas depois, ao chegar em casa. Sem dúvida, o celular e a tecnologia facilitam o dia-a-dia de qualquer pessoa, e podem ser fundamentais em momentos de emergência, como uma doença ou um problema com o carro em um local sem movimento. Mas é preciso cuidado para que sua vida não dependa do celular.
Quando a situação chega ao ponto de atrapalhar a vida diária, passa a ser uma doença, a nomofobia. Prejuízo nos relacionamentos, no trabalho, ou em qualquer atividade, que ficam relegados a segundo plano por causa do celular, devem ser vistos como um problema sério. A solução pode vir através de tratamento com psiquiatra ou psicólogo, utilizando técnicas como a psicoterapia em grupo ou medicamentos contra a ansiedade. Existem ainda pequenas sugestões que podem reduzir o medo, como salvar todos os contatos da agenda do celular no computador ou em uma agenda de telefones e avisar aos familiares e amigos outros números de telefone em que possa ser encontrado em uma emergência, como o de casa, do trabalho, da namorada.
No Fantástico do último domingo, o Doutor Bactéria falou sobre o jogo dos sete erros na cozinha. Não assisti a reportagem, mas li sobre o assunto no blog Chega de Bagunça e procurei o vídeo para assistir. Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria que dá título ao quadro, os tais sete erros são:
Sei, é claro que eu sei, que as regras de higiene devem ser seguidas para evitar contaminação e disseminação de microorganismos e, consequentemente, doenças. Entendo que em qualquer das situações citadas, há proliferação de bactérias. Mas você já ouviu falar de alguém que morreu de vela soprada? O biomédico ensina que, quando se sopra a vela, a saliva contamina o bolo e que, se ele permanecer fora da geladeira, as bactérias poderão causar intoxicações com vômito e mal-estar. Certo. Então aquela dor de barriga depois da festinha de aniversário de um ano do seu sobrinho pode não ser causada pela quantidade de brigadeiros que você comeu, e sim pela saliva do aniversariante que caiu sobre o bolo que você decidiu comer só no fim da festa. É um fato, e não vou contrariar essa afirmação. Mas sou contra exageros.
Para estar livre de qualquer contaminação, precisaríamos viver em ambientes absolutamente esterilizados. Como conseguir isso na correria que é o dia-a-dia da maioria das pessoas, tocando em dinheiro, comendo em restaurantes, utilizando o banheiro do local onde trabalha? Se seu filho não deve nem comer o bolo depois de ter soprado a velinha, como ele vai frequentar uma escola com tantas outras crianças? Vivemos em um mundo cheio de bactérias. Devemos, sim, evitá-las e impedir que proliferem. Mas nem sempre é possível. E acredito que o tipo de informação transmitida pelo Doutor Bactéria, apesar de muito importante, deve passar por uma análise sobre como será divulgada. Ou logo teremos, ao invés de montes de bactérias, montes de pessoas vivendo de forma limitada, deixando de participar de atividades que proporcionavam prazer pelo medo de ficar doentes.
Um hipnólogo que mora no interior de Santa Catarina, na cidade de Luzerna, desenvolveu uma forma de tratamento da enxaqueca por telefone. Utilizando linguagem neurolinguística, Renê João Weigher conversa com as pessoas durante a crise de enxaqueca, induzindo uma hipnose superficial. Dessa forma, consegue não apenas controlar a crise como diminuir a frequência e intensidade de outros episódios. O serviço foi batizado como Disk-Enxaqueca.
O atendimento é gratuito. A única exigência de Renê é que a ligação seja feita durante a crise de enxaqueca. Em seu site, há o número do telefone celular em que ele realiza esses atendimentos, em média seis por dia.
É importante, entretanto, ressaltar que essa forma de tratamento não-medicamentoso não deve afastar o acompanhamento médico, uma vez que a dor de cabeça, manifestada através da enxaqueca, pode ser um sintoma de outros problemas de saúde.
Há uns dois ou três anos, vi uma reportagem no programa Auto Esporte, da Globo, sugerindo o uso do farol baixo durante o dia. Afirmava que cidades ou países que haviam criado a obrigatoriedade dessa medida por lei registraram queda no número de acidentes de trânsito. A luz do farol seria um fator para aumentar a visibilidade e favorecer a noção da distância a que se está desse carro. Assim, seria mais fácil perceber a aproximação de um carro buscando a ultrapassagem, a visualização precoce de um veículo na contra-mão ou a simples aproximação de um carro, para o pedestre. Na época, comecei a usar a luz baixa ao dirigir na BR, mas não ainda dentro da cidade, exceto quando muito nublado ou chovendo. Há uns dias lembrei desse fato ao sair de casa, pouco depois das 17 horas. O sol estava se pondo mas o céu estava azul e o dia bastante claro. Ainda assim, vários carros já trafegavam com o farol aceso.
Bom, mas o que isso tem a ver com um blog sobre saúde? Muito! Acidentes de trânsito levam não apenas a danos materiais e muito incômodo. Um movimento brusco no momento da freada pode causar dores, uma fratura pode levar a problemas ortopédicos, uma lesão na medula levar à necessidade do uso de cadeira de rodas, um trauma no crânio causar uma paralisia, bem como levar à morte.
A segurança no trânsito é, sim, questão de saúde. E qualquer medida que possa diminuir o risco de acidentes deve ser divulgada, principalmente sendo tão simples quanto acender o farol de seu carro.