Prevenção, diagnóstico e tratamento
Se você usa o antiinflamatório Prexige, atenção!
O medicamento Prexige (Lumiracoxibe), na apresentação de 400 mg, teve sua venda suspensa por 90 dias em São Paulo. A outra apresentação, de 100 mg, teve o registro cancelado pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Essas medidas foram tomadas porque existe incerteza quanto à segurança do uso do remédio. O principal efeito colateral é a reação hepática grave. Em outros países, como Reino Unido, Alemanha e Austrália, a venda do Prexige já foi proibida.
Pacientes em tratamento com o Prexige devem procurar seu médico para que seja feita a troca da medicação, com a prescrição de outro antiinflamatório com efeitos semelhantes. As principais indicações do Prexige são osteoartrite, dor aguda e cólica menstrual.
Talvez você já tenha lido ou assistido por aí sobre esse assunto. Foi aprovado um Projeto de Lei, de autoria do deputado Clodovil Hernandes, que torna obrigatório o exame de próstata para homens com mais de 40 anos, como parte dos exames admissionais para assumir em um novo emprego.
A obrigatoriedade do exame seria até louvável, afinal, o exame conhecido como toque retal pode salvar a vida de muitos homens com câncer de próstata e não é realizado com frequência por preconceito. O porém é que a lei exige também que o empregador assuma os custos do tratamento, inclusive psicológico. Então quer dizer que, se tenho uma empresa, selecionei um dos candidatos à uma vaga, e se descobre durante o exame admissional que ele tem câncer, vou ter que pagar o tratamento? Além de ele provavelmente ficar afastado durante o tratamento e eu ter que contratar um substituo para quem nem começou a trabalhar, vou ter que pagar o tratamento? Mas não é o governo que é responsável pela saúde da população?
O câncer de próstata é sim um problema de saúde muito sério. Quanto mais cedo for detectado, maiores as chances de cura sim. Todos os homens deveriam fazer o exame de toque periodicamente sim. Mas não prejudicando o empregador, que não deveria ser responsabilizado por um problema de saúde que não é ligado ao emprego. Um câncer de próstata não é uma doença causado pelo trabalho, como um acidente com uma máquina da empresa, que leva, aí sim, à obrigação de que o empregador arque com o tratamento.
Ao invés disso, o governo deveria fazer campanhas de conscientização, como foi feito anos atrás para mulheres. Após muita insistência, a maioria das mulheres entendeu que é importante fazer o exame papanicolau e de mama para identificar tumores em estágio inicial e melhorar as chances de cura.
Talvez por isso o Ministério da Saúde tenha anunciado recentemente que vai iniciar um programa de atenção à saúde do homem, assim como já fez com idosos, crianças, adolescentes e mulheres. A Política Nacional da Saúde do Homem vai ser lançada no dia 11 de agosto.
Assitindo TV, ouvi falar em colonterapia. Nunca havia lido nada sobre o assunto, então resolvi pesquisar para resolver a curiosidade. Encontrei opiniões bastantes diferentes: desde profissionais que a recomendam para quase qualquer pessoa até pesquisadores absolutamente contrários à prática. Seguem, então, as informações que encontrei, a favor e contra a colonterapia.
A colonterapia é uma limpeza de uma porção do intestino, o cólon, feita com água pura.
A colonterapia também é conhecida como hidroterapia do cólon.
A colonterapia visa eliminar impurezas que permanecem aderidas às paredes do intestino, combatendo assim doenças relacionadas ao seu mau funcionamento.
O uso da colonterapia começou na Alemanha há aproximadamente 100 anos.
O cólon é irrigado com água até que seja completamente preenchido. Para isso, é utilizado um aparelho ligado a um filtro por onde passa a água. Uma cânula é inserida no paciente, levando um litro de água, e outra cânula retira a água com as fezes. Durante esse processo, o paciente permanece deitado.
Antes da sessão, é feita uma consulta para avaliar as condições do paciente e afastar a possibilidade de presença de contra-indicações. É então prescrito um preparo para o cólon e dieta sem farinha, carnes e laticínios. Após a sessão, é feita uma reposição de lactobacilos.
A recomendação é que se realizem 6 a 10 sessões em dias consecutivos ou alternados. O seguimento do tratamento se dá através de sessões anuais.
Existem médicos, terapeutas e fisioterapeutas habilitados a utilizar o método.
Não, pois a colonterapia, ao contrário de laxantes e enemas, não utiliza medicamentos, apenas água pura e filtrada.
Qualquer pessoa está exposta ao risco de engasgar. A natureza curiosa da criança e sua maior fragilidade, entretanto, potencializam bastante esse risco.
Alguns consideram que a diferença entre engasgo e asfixia é que o primeiro permite em parte a passagem do ar, enquanto a asfixia é um bloqueio completo das vias aéreas. Outro afirmam que o engasgo é o ato de deglutir (engolir) incorretamente, que pode causar a asfixia.
As maiores causas de asfixia são o engasgo com alimentos e a aspiração de pequenos objetos. Ao invés de seguir para o esôfago, o caminho para o estômago, o alimento pode passar para a laringe, seguindo para os pulmões. O mesmo acontece com caroços de feijão e pecinhas de brinquedo que crianças colocam na boca ou no nariz. A comida ou o objeto levam a um bloqueio da passagem do ar, causando a asfixia.
Os principais sinais e sintomas da asfixia são: falta de ar ou dificuldade para respirar, pele azulada ou arroxeada (principalmente sob as unhas e ao redor dos lábios), batimentos cardíacos acelerados e tosse. Existem também sinais e sintomas para os casos em que houve aspiração mas não asfixia: febre, suor e alteração da voz.
Nem sempre se percebe imediatamente que houve aspiração, especialmente com crianças pequenas. Isso é muito comum de acontecer com o leite, especialmente quando dado através de mamadeira com o bebê deitado. Em crianças com paralisia cerebral ou síndrome de Down, por exemplo, são frequentes os casos de pequenas aspirações repetitivas que, apesar de não causarem quadros graves de asfixia, levam a dificuldades respiratórias e infecções de vias aéreas, como a pneumonia. Acompanhei alguns desses casos na Escola Especial: crianças frequentemente com quadros de febre baixa, passando por várias consultas com pediatras e neurologistas, sendo submetidas a exames, e nenhuma alteração capaz de causar o aumento da temperatura sendo diagnosticado; a febre era causada por quantidades muito pequenas de comida ou bebida que eram aspiradas para os pulmões a cada refeição.
No site do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais você pode ver fotos ilustrando essas manobras.
Pessoas que se engasgam com frequencia, tanto adultos quanto crianças, devem procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para identificar as causas. Os engasgos podem ser sinal de doenças importantes, especialmente problemas neurológicos.
Por coincidência - ou não - li em seguida dois feeds sobre o mesmo assunto. A Veridiana falou sobre Alzheimer, mostrando o relato de um filho sobre o pai com a doença, e sobre a Neuróbica. Já a revista Mente e Cérebro fala sobre uma possível causa do Alzheimer: infecções.
A doença de Alzheimer, bem como outros tipos de demência, leva à perda de memória, alterações de comportamento. O tratamento, em geral, apenas retarda o avançar da doença e procura controlar agressividade, alterações do sono, comprometimento dos movimentos e outros problemas consequentes à doença. Identificar e conhecer mais profundamente as causas possibilitaria um melhor tratamento para quem tem Alzheimer, além de permitir a prevenção de alguns fatores.
Sabe-se que pessoas com melhor nível cognitivo, ou seja, que adquiriram muito conhecimento ao longo da vida, através de estudo, leitura, desafios, têm Alzheimer com uma evolução mais lenta e sintomas ligeiramente mais brandos. Em pessoas com nível cognitivo baixo a evolução costuma ser bastante rápida e agressiva. Com essa informação, sabemos que podemos diminuir os riscos da demência estimulando o cérebro, lendo, estudando, aprendendo, criando desafios como os sugeridos pela Neuróbica (por exemplo, usar o relógio no outro braço, escovar os dentes com a outra mão, andar de costas, comer alimentos diferentes, fazer novos caminhos para o trabalho).
A informação de que infecções podem causar Alzheimer, já comentada há mais de um século por Alois Alzheimer, o descobridor da doença, possibilita um tratamento inicial mais rápido. Alguns dos possíveis causadores de infecção são Herpes simplex tipo 1 e Chlamydia pneumonia. O uso de antibióticos logo após o diagnóstico de Alzheimer reduziria o quadro inflamatório causado pela infecção e, consequentemente, poderia deter a progressão da doença.
Por enquanto, ainda nos resta esperar que mais pesquisas sejam feitas para confirmar esses estudos e, quem sabe, descobrir outras formas de tratamento para deter o avanço do Alzheimer.
Você consegue imaginar como seria não sentir nenhum cheiro? Hoje a Milena falou sobre isso, contando a história de seu pai:
… Ele perdeu o olfato. Assim como se perde um botão de camisa, perdeu o aroma das coisas… Foram anos de operações que nunca trouxeram o cheiro da chuva, da macarronada ou da esposa de volta. Com o tempo, se acostumou…
O que aconteceu com o pai da Milena tem um nome: anosmia.
Anosmia é a perda do olfato, ou seja, a incapacidade de sentir cheiros.
Além de não conseguir sentir cheiros, em geral o paladar fica comprometido. O paladar é responsável por cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e unami (associado ao glutamato monossódico, ou aji-no-moto). A diferenciação entre dois alimentos doces, por exemplo, depende também do olfato, que auxilia na identificação das características de cada um.
A anosmia pode ter origem genética ou ser causada por traumas ou doenças: traumatismos cranianos, cirurgias no nariz, gripe, rinite, sinusite, polipose nasal, alergia, lesão do nervo olfativo, obstrução das fossas nasais, tumores, problemas neurológicos como Alzheimer síndromes congênitas e problemas psicossomáticos.
Dependendo da causa, a anosmia não tem cura. Uma lesão grave do nervo olfativo, por exemplo, pode não permitir reconstituição, enquantouma obstrução de fossas nasais pode ser removida cirurgicamente.
O tratamento da anosmia envolve o uso de corticóides, hidratação oral, repouso, analgésicos e cirurgias para desobstruir a cavidade nasal. Você deve procurar um otorrinolaringologista, que irá definir o tratamento adequado ao seu caso.
A anosmia pode levar a situações de risco, como não sentir o cheiro do gás que está vazando ou perceber que a comida está estragada. A perda do paladar também pode causar distúrbios alimentares, como a diminuição do apetite.
Se, no seu caso, não houver tratamento e você precisar conviver com a anosmia, faça como o pai da Milena:
… Ele se adaptou à sua deficiência, à sua meia-percepção, e fez do problema, compensação: hoje, é capaz de dizer do que uma sopa é feita numa só colherada…