Renata Pinheiro

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Envelhecimento das mãos

Até pouco tempo atrás, por mais que alguém fizesse tratamentos estéticos ou plásticas, a aparência das mãos era o grande delator do envelhecimento da pessoa. Quem já não viu atrizes com o rosto sem rugas (às vezes até esticado demais) mas as mãos cheias de manchas e com aspecto envelhecido?

O maior vilão das mãos é o sol. As mãos são partes do corpo que permanecem constantemente expostas, recebendo muita radiação solar. Já vi muitas vezes mulheres preocupadas e cuidadosas com sua face, passando protetor solar no rosto várias vezes por dia, porém sem nenhum cuidado com as mãos. Você pode até pensar: “ah, mas as mãos ficaram protegidas também, pois o protetor se espalhou pelas mãos”. Não é bem assim. Se em seguida você lavar as mãos, o efeito já foi anulado.

Então, se o sol é o maior vilão, o protetor solar é um dos salvadores do futuro das mãos. Como você já deve saber, mesmo em dias nublados os raios solares atingem sua pele, então a proteção deve ser constante. As regras são as mesmas de sempre: fator de proteção solar adequado à sua pele, aplicação meia hora antes da exposição ao sol, reaplicar com frequência, principalmente quando transpirar ou molhar.

Produtos químicos também prejudicam a pele das mãos. Sabões, detergentes e outros produtos de limpeza agridem a pele e a deixam desidratada. A solução: utilizar luvas quando estiver manipulando esses produtos e aplicar constantemente cremes hidratantes específicos para as mãos.

E se suas mãos já estão com manchas, enrugadas e com a pele flácida? Existem tratamentos que melhoram a aparência: peelings químicos ou a laser, preenchimento com gordura e cirurgia plástica (ou hand lifting). A dermoabrasão não é recomendada, pois a pele das mãos é bastante sensível. Outro procedimento bastante utilizado atualmente, a bioplastia, é contra-indicada para as mãos, pois o resultado desse preenchimento não é tão natural quanto com gordura e ainda há o risco de uma lesão em nervos ou tendões.

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O que fazer durante uma convulsão?

Você está indo trabalhar, percebe que tem alguém pedindo ajuda, pára o carro, vai ver o que está acontecendo e se depara com um desconhecido tendo uma crise convulsiva. O que fazer? Como ajudar?

O que é uma convulsão?

A convulsão é uma descarga elétrica anormal que acontece no cérebro. É considerada uma doença neurológica crônica (epilepsia) porém controlável com medicamentos.

Quais os sintomas?

Durante uma crise convulsiva, em geral há uma alteração do estado de consciência. A pessoa pode ficar com o olhar “perdido”, ou aparentar estar ouvindo porém não responder nenhum questionamento. O corpo sofre tremores. Pode haver vômito, urina e defecação, uma vez que há alteração também das funções fisiológicas.

Como fazer os primeiros-socorros?

Durante uma crise, o mais importante é garantir a segurança da pessoa. O ideal é colocá-la deitada no chão, afastando móveis e objetos que possam machucar. A cabeça deve ser protegida, colocando-se um travesseiro, roupas ou segurando-a. Se a roupa for apertada, afrouxá-la, e manter o ambiente ventilado. Manter a cabeça virada para o lado, para evitar engasgos com saliva ou vômito. Não dê líquidos até ter a completa certeza de que a consciência está recobrada.

Por mais que você fique ansioso, querendo ajudar da melhor forma possível, procure aguardar a chegada do serviço de emergência. Transportar a pessoa de forma inadequada pode trazer mais riscos. Imagine a pessoa se debatendo dentro de um carro comum? Ela pode se machucar batendo a cabeça no vidro, por exemplo. É importante levá-la a um hospital? Dependendo da gravidade da crise sim, é essencial. Mas isso deve ser feito com segurança. Se além da convulsão, houver parada respiratória o cardíaca, realize os procedimentos de ressucitação cárdio-pulmonar, se souber, ou ligue novamente para o serviço de emergência e siga as instruções que foram passadas pelo telefone.

A pessoa pode engolir a língua? Precisa segurá-la?

Não é possível engolir a língua. Pela alteração do tônus muscular, ela pode parecer “escorregar” pela garganta, mas na verdade está segura e na mesma posição em que permanece quando dormirmos. Tentar segurar a língua é um risco para você que está tentando ajudar, pois pode receber uma mordida involuntária.

Quem chamar?

Assim que possível, chame um serviço de emergência, como os bombeiros ou SAMU.

Como tratar?

A convulsão deve ser tratada por um neurologista. De acordo com o histórico clínico e o resultado de um eletroencefalograma (EEG), o médico definirá o tratamento com medicamentos anti-convulsivantes. Em casos extremos, existe a possibilidade de realizar uma cirurgia que retira uma parte do cérebro onde as descargas elétricas se originam.

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Os nomes difíceis da medicina

Costumo falar aqui que os termos complicados que designam doenças, exames e tratamentos fazem, às vezes, com que a situação pareça mais grave do que é na realidade. Nomes difíceis, estranhos, ou que simplesmente desconhecemos, abrem as portas para a imaginação, trazendo à tona diversas possibilidades – na maioria das vezes, lembramos de doenças graves, sem cura…

Ontem foi a minha vez de ser vítima dos nomes feios da medicina. Olhando um exame de uma criança, me deparei com uma classificação que nunca havia visto. A princípio, pelos dados que estavam descritos, parecia que tudo estava bem. Porém, lendo a conclusão com a tal classificação que eu não conhecia, a dúvida começou a bater. Será que 1b era quase bom, já que o 1a seria ótimo? Ou 1b era muito ruim, perdendo só pro 1a que seria péssimo? Não adiantou olhar o resto do exame. Aqueles dois caracteres tiraram meu sossego. Se o resultado fosse ruim, o tratamento da criança precisaria ser alterado, evitando alguns movimentos. Se fosse bom, poderia fazer atividades mais complexas e estimulá-la a participar mais ativamente.

Uma pesquisa no Google foi suficiente pra resolver o problema. Ela estava, sim, muito bem, na segunda melhor classificação. Posso ficar tranquila, sabendo que o tratamento dela está seguindo o caminho correto. E posso mais uma vez lembrar um dos porques desse blog: esclarecer o que parece um bicho-de-sete-cabeças.

Chorar faz bem pra saúde?

Chorar de tristeza, de alegria, de tanto rir, cortando cebola, de dor… São várias as emoções e os estímulos que nos fazem chorar. Mas pra que serve chorar além de “lavar a alma” com as lágrimas?

O que é a lágrima?

A lágrima é um líquido produzido pelas glândulas lacrimais. Ela é formada por água, sais minerais, proteínas e gordura. Sua função é manter os olhos limpos, lubrificados, protegidos e nutridos.

Então as lágrimas fazem bem para os olhos?

Sem dúvida, as lágrimas são fundamentais para a saúde de seus olhos. Elas evitam o ressecamento, que além de incômodo, causa dificuldade e cansaço visual. Alguns de seus componentes são responsáveis pela função anti-séptica, ou seja, a eliminação de micróbios. O líquido ainda ajuda a retirar impurezas que cheguem aos olhos. Além disso, é responsável pela nutrição da córnea, uma lente do olho.

É possível chorar até secar as lágrimas?

Não, pois as lágrimas são produzidas constantemente, mesmo que você não esteja chorando.

Todo mundo tem lágrima?

A princípio, sim. Todos possuem glândulas e canais lacrimais, para produzi-las e secretá-las. Porém, algumas doenças ou situações desfavoráveis podem diminuir a produção ou impedir a lacrimação, como:

  • Síndrome de Sjögren e outras doenças reumáticas
  • Vento, ar-condicionado, poeira, fumaça, poluição, lentes de contato
  • Diminuição do piscar, ao ler ou utilizar o computador, ou por disfunção das pálpebras
  • Envelhecimento
  • Alterações hormonais
  • Higiene inadequada, alergias ou conjuntivite
  • Medicações como anti-alérgicos, anestésicos, analgésicos, diuréticos e anti-depressivos
  • Má-formação das glândulas ou dos canais lacrimais

Como tratar o olho seco?

Além do tratamento da causa do ressecamento dos olhos, algumas medidas auxiliam a diminuir o desconforto:

  • Utilização de lágrimas artificiais em forma de colírios, sempre receitados por um oftalmologista.
  • Higiene adequada.
  • Uso de óculos para proteção contra o vento.
  • Intervalos frequentes de descanso durante leitura e uso de computador e tv.
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Diagnóstico e tratamento de alergias

Coceira, pele irritada, tosse, espirros, coriza, vômitos, diarréia, , irritação na garganta ou coceira no ouvido, dificuldade para respirar, dor de cabeça, inchaços… São vários os sintomas de alergia de pele, respiratória ou alimentar. Existem, também centenas de substâncias que podem causar alergia, e a sensibilidade a cada uma delas varia para cada pessoa. Como, então, saber quais são as responsáveis pelas suas crises alérgicas? Como evitar ter uma crise? Existe cura?

A alergia é uma reação exagerada de defesa do organismo frente a substâncias reconhecidas como prejudiciais. Um simples perfume, que para a maioria das pessoas não causa nenhuma reação, pode fazer você sentir muita coceira e vermelhidão na pele, assim como pode disparar enxaqueca em outra pessoa, e espirros em mais uma. As células de defesa dessas pessoas têm sensibilidade para um ou mais dos componentes do perfume, deflagrando reações para combater e eliminar essa substância do seu corpo.

A melhor forma de identificar os alérgenos (substâncias causadoras de alergia) a que você tem sensibilidade é realizando o teste de alergia, ou alergoimunodiagnóstico. Através da exposição aos fatores alérgenos em pequenas doses, e verificando a reação causada por cada uma, é possível confirmar cada uma das substâncias que você deve evitar. O teste é feito com adesivos contendo as substâncias. Esses adesivos são mantidos na pele por 48 horas. Na retirada, o alergologista (médico especialista em alergia), observa quais causaram reação alérgica e em que grau. Existe outra variável do teste, em que são feitos minúsculos arranhões na pele, e são colocadas gotas das substâncias sobre eles, sendo mantidas por aproximadamente 30 minutos.

Além de evitar as substâncias a que você tem alergia, como manter a casa limpa (alergia ao pó), trocar os lençóis com frequência (alergia a ácaros), não comer determinados alimentos ou não usar perfume, o médico poderá receitar medicamentos como anti-histamínico ou anti-leucotrieno (anti-alérgicos), corticosteróides, descongestionantes nasais e broncodilatadores, para combater a crise alérgica e minimizar os sintomas.

O tratamento mais eficaz, entretanto, é a utilização de vacinas. Apesar de não levar à cura, possibilita alguns anos de resistência aos alérgenos. As vacinas necessárias são definidas de acordo com o resultado do teste de alergia e aplicadas em intervalos regulares, prescritos pelo médico.

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O que é pletismografia?

Você está sentindo dificuldade para respirar, procura um pneumologista, ele decide investigar melhor e solicita um exame de pletismografia. Mais uma vez, um nome feio faz a situação parecer ainda mais grave e você fica preocupado.

A pletismografia é um exame que permite mensurar diversos aspectos da respiração, como a força com que você consegue inspirar ou expirar, a resistência que suas vias aéreas apresentam, qual a capacidade que seus pulmões têm para receber ar e qual a absorção de oxigênio a cada ciclo. Todos esses dados permitem que se identifique se você tem uma doença pulmonar restritiva (que limita a inspiração) ou obstrutiva (que dificulta a expiração e leva a acúmulo de ar), uma combinação das duas, se é um problema agudo ou crônico.

O exame é feito dentro de uma cabine transparente. Você fica sentado um uma cadeira, e à sua frente existe um painel com vários tubos e caninhos, que serão alterados pelo profissional. São testados cinco tipos de sopro. Cada um é explicado detalhadamente: “primeiro você vai soltar todo o ar, até que eu mande puxar, então você inspira o mais forte que conseguir…” Para fazer os sopros, você vai utilizar um clip nasal, que comprime as narinas e impede que o ar entre e saia por elas. O ar irá passar apenas pela sua boca, que deverá permanecer fechada ao redor de um bocal. Vale ressaltar que o bocal e o clip nasal são descartáveis, ou seja, apenas você irá utilizar. Após o exame, serão jogados no lixo, e o próximo paciente receberá novos.

A pletismografia é realizada em duas etapas. Após a primeira bateria de sopros ter sido realizada, você recebe a aplicação de uma medicação broncodilatadora e aguarda até que faça efeito, para então repetir o exame e identificar a alteração produzida pelo remédio. Ao todo, dura aproximadamente 45 minutos.

Todas as variáveis colhidas durante o exame são registradas no computador, gerando diversos gráficos. O pneumologista, então, pode analisar e, assim, definir o tratamento mais adequado para o seu caso.

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