Esclarecendo sobre saúde
Elas são a esperança de cura para diversos problemas, como:
Fiquei muito feliz quando soube que as pesquisas foram aprovadas. O tratamento comas células-tronco tem uma grande possibilidade de levar a cura para diversas patologias até então incuráveis. Pode também garantir uma melhor qualidade de vida para quem tinha possibilidades limitadas através dos tratamentos tradicionais. Ainda assim, já tive meus debates éticos interiores a respeito do assunto. É correto utilizar um embrião? Acredito no início da vida logo após a fecundação. Assim, o embrião “destruído” para captar as células-tronco estariam sendo mortos. Mas já não serão mesmo? Sim. É o que acontece com embriões não utilizados, fecundados há muitos anos, embriões inviáveis, embriões que os pais não pretendem mais utilizar. Todos esses serão destruídos, jogados fora, descartados. Porque não, então, usá-los para beneficiar tantas outras pessoas? E a vida nesses embriões? Sinceramente, não sei. Talvez exista alguma diferença entre os que serão escolhidos para continuar a vida através de uma gestação e os que serão descartados. Mas isso é com Ele, lá em cima. Por mais que se discuta a ética das células-tronco embrionárias, acredito que nunca haverá uma certeza. E por isso defendo que sejam sim utilizadas para as pesquisas.
Por tudo isso, entendo que a votação tenha sido tão difícil. A diferença entre os ministros favoráveis e os contrários foi de apenas um voto. Eles representam a população, não? E as dúvidas que eles tiveram, as discussões, as idéias, são as mesmas de qualquer outra pessoa, e a divisão entre quem concorda ou não existe em qualquer lugar. Concordo também com as restrições que foram impostas. Somente poderão ser usados embriões com mais de três anos ou inviáveis, com autorização dos pais e não podem ser comercializados. Quem doou os óvulos e espermatozóides para a fecundação tem o direito de decidir o que será feito com eles. Mas espero que todos autorizem esse uso.
Agora, é só esperar pelos resultados das primeiras pesquisas. E ao que tudo indica, eles não demorarão a aparecer. O Governo Federal já anunciou a criação, no próximo mês, de uma rede nacional de pesquisa em célula-tronco.
O transtorno bipolar do humor era antes conhecido por psicose maníaco-depressiva. O nome foi alterado porque nem sempre os sintomas psicóticos estão presentes. Pode também ser chamada de doença afetivo bipolar.
Este transtorno é caracterizado pela alternância de quadros depressivos e eufóricos. Durante a fase depressiva, a pessoa não sente vontade de trabalhar, se relacionar com os outros e até mesmo de realizar atividades do dia-a-dia, como comer e tomar banho, ansiedade e tristeza. Já nos quadros de euforia, ou mania, são comuns os gastos excessivos, insônia, vontade de conversar, agitação, alegria, irritabilidade, hiperatividade, exposição a riscos, aumento do interesse sexual e raiva. Cada uma dessas fases pode durar semanas, meses ou anos.
A doença pode se apresentar de outras formas além do quadro clássico descrito acima: na hipomania, a euforia e humor expansivo não causam prejuízos na vida da pessoa; nos episódios mistos, os quadros de depressão e mania se alternam em poucas horas; na ciclotimia (ou transtorno ciclotímico), as alterações crônicas e numerosas de humor confundem a doença com personalidade instável.
As causas do transtorno bipolar não são conhecidas. Sabe-se porém, que é influenciada por diversos fatores: biológicos (neurotransmissores cerebrais), sociais, psicológicos e genéticos (tendência familiar). Acomete homens e mulheres na mesma proporção. Em geral, os sintomas iniciam entre 15 e 25 anos, podendo iniciar também entre 45 e 50 anos em mulheres. Crianças também podem apresentar o distúrbio.
O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos por médicos psiquiatras. O diagnóstico é essencialmente clínico, sem o auxílio de exames. O tratamento é feito com medicamentos estabilizadores do humor, anticonvulsivantes e neurolépticos. O mais utilizado é o carbonato de lítio. Em alguns casos, o tratamento é acompanhado também por psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Mais informações estão disponíveis no site da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.
Por fim, sim, Fernando, o transtorno bipolar pode ser o responsável por toda a confusão envolvendo a motorista. A agressividade e o comportamento de risco são algumas das características do quadro maníaco, ou eufórico, do transtorno. Provavelmente, quando conseguiu a carteira de motorista, não estava nessa fase.
Pesquisadores alemães publicaram na Journal of the American College of Cardiology, uma revista científica, os resultados de um estudo que mostrou que um dos componentes do chocolate pode prevenir doenças cardíacas. O nome da substância presente no cacau é flavonóide, encontrada também em outros alimentos, como chá verde, uva, morango, jabuticaba, frutas cítricas, soja, berinjela, cenoura, abóbora, brócolis, salsa e couve. Sua ação se dá através do incentivo à maior produção do óxido nítrico pelo organismo, que age em favor da dilatação das artérias, o que evita doenças cardíacas. Nos diabéticos, a glicose em excesso impede a dilatação das artérias, aumentando a pressão arterial (hipertensão).
Para a pesquisa, os cientistas desenvolveram um chocolate enriquecido com flavonóides. Dez pacientes participaram do estudo, bebendo chocolate com alta concentração de flavonóides três vezes por dia. Foi verificado, através do exame da dilatação fluxo-mediada, que a dilatação das artérias aumentou imediatamente após ingerir a bebida.
Sendo assim, o consumo dessa bebida seria, sim, benéfica para os diabéticos, em relação a doenças cardiovasculares. Porém, ninguém pode esquecer que o chocolate é rico em açúcar e gordura, ou seja, aumenta muito a taxa de glicose no sangue e pode causar complicações para a saúde. O uso dos flavonóides deve ser mais pesquisado, principalmente a forma de apresentação. Quem sabe um chá-verde enriquecido com flavonóides, ao invés de chocolate? Por favor, não saia por aí comendo chocolate. Procure seu médico, peça orientação, cuide da alimentação, mas tome cuidado com manchetes sensacionalistas.
Você nunca percebeu os números do odômetro, sem ter olhado diretamente para ele? Provavelmente porque essa não é uma situação de interesse para você. Eu gosto de números, você não. Por outro lado, se eu passar perto de uma mulher com saia curta ou decote generoso, nem vou perceber, enquanto você pode olhar até ter um torcicolo.
Para que uma imagem no campo visual seja relevante, depende de seu interesse, de sua atenção, de suas experiências anteriores. Se você está dirigindo, qualquer movimento ao redor pode ser importante. Se você está cuidando de um bebê que está dormindo, qualquer movimento que ele faça merece sua atenção. Se tem medo de tempestades, percebe qualquer clarão no céu. Isso porque você já sabe que um movimento pode ser alguém prestes a atravessar a rua ou um carro querendo ultrapassar, o bebê pode estar acordando e precisando de sua atenção, o clarão pode ser apenas um fogo de artifício ou uma trovoada anunciando uma tempestade.
O mesmo acontece com outros sentidos. Mesmo em um local com muito barulho, a mãe escuta seu filho chamando; o cheiro de queimado é capaz de nos acordar; um sabor minimamente diferente alerta para a possibilidade de o alimento estar deteriorado; um toque rápido é suficiente para saber que a criança está com febre.
Mas porque não nos damos conta de tudo o que está acontecendo o tempo todo? Observe seu ambiente agora. Digamos que você esteja sentado em frente ao computador, lendo este post. Você está chupando uma bala. O relógio do Windows acabou de mudar o minuto. Como está calor, o ventilador está ligado. No aquário ao seu lado, vários peixinhos nadam de um lado para o outro. Seu pai está na sala assistindo tv, mudado de canal. Sua mãe está preparando o almoço, mexendo em panelas, abrindo e fechando a geladeira. O microondas está apitando. Uma nuvem passa em frente ao sol e o quarto fica um pouquinho mais escuro. Alguém deixou um balde cair enquanto vizinhos estão conversando. Um cachorro late, um carro está entrando na garagem e o telefone toca. Tudo isso ao mesmo tempo!
Como você conseguiria se concentrar na leitura se estivesse dando a mesma atenção a todos esses estímulos? Seu sistema nervoso tem uma espécie de filtro, que permite selecionar, entre todos os estímulos táteis, gustativos, visuais, olfativos e auditivos, o que é relevante e importante para você a cada momento. Isso permite que você mantenha o foco na atividade que está realizando.
Ou seja… Pode continuar aí, lendo o resto do blog, com toda a atenção, e deixe que seus sentidos o avisem de qualquer coisa mais importante.
O maior vilão das mãos é o sol. As mãos são partes do corpo que permanecem constantemente expostas, recebendo muita radiação solar. Já vi muitas vezes mulheres preocupadas e cuidadosas com sua face, passando protetor solar no rosto várias vezes por dia, porém sem nenhum cuidado com as mãos. Você pode até pensar: “ah, mas as mãos ficaram protegidas também, pois o protetor se espalhou pelas mãos”. Não é bem assim. Se em seguida você lavar as mãos, o efeito já foi anulado.
Então, se o sol é o maior vilão, o protetor solar é um dos salvadores do futuro das mãos. Como você já deve saber, mesmo em dias nublados os raios solares atingem sua pele, então a proteção deve ser constante. As regras são as mesmas de sempre: fator de proteção solar adequado à sua pele, aplicação meia hora antes da exposição ao sol, reaplicar com frequência, principalmente quando transpirar ou molhar.
Produtos químicos também prejudicam a pele das mãos. Sabões, detergentes e outros produtos de limpeza agridem a pele e a deixam desidratada. A solução: utilizar luvas quando estiver manipulando esses produtos e aplicar constantemente cremes hidratantes específicos para as mãos.
E se suas mãos já estão com manchas, enrugadas e com a pele flácida? Existem tratamentos que melhoram a aparência: peelings químicos ou a laser, preenchimento com gordura e cirurgia plástica (ou hand lifting). A dermoabrasão não é recomendada, pois a pele das mãos é bastante sensível. Outro procedimento bastante utilizado atualmente, a bioplastia, é contra-indicada para as mãos, pois o resultado desse preenchimento não é tão natural quanto com gordura e ainda há o risco de uma lesão em nervos ou tendões.
O que é uma convulsão?
A convulsão é uma descarga elétrica anormal que acontece no cérebro. É considerada uma doença neurológica crônica (epilepsia) porém controlável com medicamentos.
Quais os sintomas?
Durante uma crise convulsiva, em geral há uma alteração do estado de consciência. A pessoa pode ficar com o olhar “perdido”, ou aparentar estar ouvindo porém não responder nenhum questionamento. O corpo sofre tremores. Pode haver vômito, urina e defecação, uma vez que há alteração também das funções fisiológicas.
Como fazer os primeiros-socorros?
Durante uma crise, o mais importante é garantir a segurança da pessoa. O ideal é colocá-la deitada no chão, afastando móveis e objetos que possam machucar. A cabeça deve ser protegida, colocando-se um travesseiro, roupas ou segurando-a. Se a roupa for apertada, afrouxá-la, e manter o ambiente ventilado. Manter a cabeça virada para o lado, para evitar engasgos com saliva ou vômito. Não dê líquidos até ter a completa certeza de que a consciência está recobrada.
Por mais que você fique ansioso, querendo ajudar da melhor forma possível, procure aguardar a chegada do serviço de emergência. Transportar a pessoa de forma inadequada pode trazer mais riscos. Imagine a pessoa se debatendo dentro de um carro comum? Ela pode se machucar batendo a cabeça no vidro, por exemplo. É importante levá-la a um hospital? Dependendo da gravidade da crise sim, é essencial. Mas isso deve ser feito com segurança. Se além da convulsão, houver parada respiratória o cardíaca, realize os procedimentos de ressucitação cárdio-pulmonar, se souber, ou ligue novamente para o serviço de emergência e siga as instruções que foram passadas pelo telefone.
A pessoa pode engolir a língua? Precisa segurá-la?
Não é possível engolir a língua. Pela alteração do tônus muscular, ela pode parecer “escorregar” pela garganta, mas na verdade está segura e na mesma posição em que permanece quando dormirmos. Tentar segurar a língua é um risco para você que está tentando ajudar, pois pode receber uma mordida involuntária.
Quem chamar?
Assim que possível, chame um serviço de emergência, como os bombeiros ou SAMU.
Como tratar?
A convulsão deve ser tratada por um neurologista. De acordo com o histórico clínico e o resultado de um eletroencefalograma (EEG), o médico definirá o tratamento com medicamentos anti-convulsivantes. Em casos extremos, existe a possibilidade de realizar uma cirurgia que retira uma parte do cérebro onde as descargas elétricas se originam.