Por coincidência - ou não - li em seguida dois feeds sobre o mesmo assunto. A Veridiana falou sobre Alzheimer, mostrando o relato de um filho sobre o pai com a doença, e sobre a Neuróbica. Já a revista Mente e Cérebro fala sobre uma possível causa do Alzheimer: infecções.

A doença de Alzheimer, bem como outros tipos de demência, leva à perda de memória, alterações de comportamento. O tratamento, em geral, apenas retarda o avançar da doença e procura controlar agressividade, alterações do sono, comprometimento dos movimentos e outros problemas consequentes à doença. Identificar e conhecer mais profundamente as causas possibilitaria um melhor tratamento para quem tem Alzheimer, além de permitir a prevenção de alguns fatores.

Sabe-se que pessoas com melhor nível cognitivo, ou seja, que adquiriram muito conhecimento ao longo da vida, através de estudo, leitura, desafios, têm Alzheimer com uma evolução mais lenta e sintomas ligeiramente mais brandos. Em pessoas com nível cognitivo baixo a evolução costuma ser bastante rápida e agressiva. Com essa informação, sabemos que podemos diminuir os riscos da demência estimulando o cérebro, lendo, estudando, aprendendo, criando desafios como os sugeridos pela Neuróbica (por exemplo, usar o relógio no outro braço, escovar os dentes com a outra mão, andar de costas, comer alimentos diferentes, fazer novos caminhos para o trabalho).

A informação de que infecções podem causar Alzheimer, já comentada há mais de um século por Alois Alzheimer, o descobridor da doença, possibilita um tratamento inicial mais rápido. Alguns dos possíveis causadores de infecção são Herpes simplex tipo 1 e Chlamydia pneumonia. O uso de antibióticos logo após o diagnóstico de Alzheimer reduziria o quadro inflamatório causado pela infecção e, consequentemente, poderia deter a progressão da doença.

Por enquanto, ainda nos resta esperar que mais pesquisas sejam feitas para confirmar esses estudos e, quem sabe, descobrir outras formas de tratamento para deter o avanço do Alzheimer.