Exposição: O Fantástico Corpo Humano

Faz anos que vi as primeiras fotos sobre a exposição O Fantástico Corpo Humano. Corpos e órgãos passam por um processo especial, preservando sua aparência. Músculos, nervos, artérias, tudo pode ser visualizado facilmente.

Ver essa exposição era um sonho da fisioterapeuta encantada pelo corpo humano; ainda que tivesse estudado toda sua formação e seu funcionamento, continuava vendo um pouco de magia em toda essa complexidade. Mas a exposição estava em outros países; depois, no Brasil, mas nunca perto o suficiente. E então, em abril, enfim, chegou a Florianópolis!

Fui com minha irmã no começo de maio. A companhia dela foi bem interessante (sempre é, mas nesse caso em específico) porque, quando percebi, estava mostrando diversos detalhes a ela, nomeando estruturas, explicando, respondendo questões. Pra ela, a chance de visualizar o que aprendeu há pouco tempo na escola. Pra mim, a surpresa de perceber que, mesmo sem pensar em anatomia ou fisiologia há quase três anos, a maior parte das informações continua guardada.

Às vezes ainda tenho a sensação de que essa troca de área, de Fisioterapia pra Informática, me fez desperdiçar muito – tempo, esforço, dinheiro… Sempre que meu pai percebe que estou pensando assim, me lembra que aprender nunca é perda de tempo ou de dinheiro, que o conhecimento vai ficar pra sempre e que os anos de Fisioterapia fazem parte do que sou hoje.

Ver a exposição reforçou tudo que ele fala. Todo o encantamento, toda a admiração pelo corpo humano continuava aqui, mesmo que eu não percebesse. Sim, é um pouco triste pensar que ali na sua frente estão pessoas de verdade, não peças de plástico. Mas, graças a eles que doaram seus corpos para a ciência, é possível ver estruturas incríveis! A árvore brônquica e as artérias do coração eram tão lindas que eu adoraria trazer pra casa! E o sistema nervoso? Vontade de fazer uma reverência a ele, cada vez mais estudado mas sempre cheio de mistérios…

Saí de lá feliz, muito, por finalmente ter a oportunidade de estar na exposição, mas com um tantinho de nostalgia pelos anos como fisioterapeuta. Não é saudade, não é vontade de voltar. É lembrar dos bons momentos, sabendo que o tempo deles já passou mesmo; voltar não faria com que acontecessem da mesma forma.

E pra não dizer que a exposição é perfeita, senti falta de mais informações escritas. Havia órgãos sem identificação, estruturas importantes apenas com um título… Vi crianças tentando entender o que era cada coisa, e adultos sem ter certeza do que responder. Em parte, o problema é contornado pelos monitores que estão disponíveis para auxiliar e responder dúvidas, mas eram poucos para tantos visitantes.

Ainda assim, fica a sugestão: se chegar à sua cidade, vale a pena ir!

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