Você vai ao médico, que solicita um exame. Você o faz e leva o resultado pra casa. O retorno está marcado para dias depois. Você não aguenta a curiosidade, abre o envelope, não entende algumas palavras e fica super preocupado, ansioso até que possa conversar com o médico novamente. Ou então, liga o computador e procura aquelas palavras no Google…
Essa é uma situação mais do que comum. O paciente tem o direito de ler o resultado dos seus exames, e os termos técnicos podem assustar mesmo. Boa parte dos comentários e emails que recebo no blog estão relacionados a isso. Lembro da primeira vez em que passei pela situação, ainda na adolescência, ao ler o laudo de uma radiografia e não saber o que “seios costofrênicos livres”* queria dizer. Na época, não havia o Google, mas meu vô me salvou da preocupação.
O que tem me preocupado muito é a quantidade de pessoas que sai de um consultório ainda cheia de dúvidas. E não apenas em consultas médicas, mas também com dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas… Imagino que aconteça por uma combinação de fatores, vindos tanto dos profissionais quanto dos pacientes. Sei bem que, às vezes, não há tempo suficiente em uma consulta para que o profissional tenha a calma necessária pra perceber que o paciente tem dúvidas e não as fala. Sei também que, às vezes, o profissional pode não perceber que não está usando uma linguagem acessível, e assim intimidar o paciente. Pode existir diversas falhas durante o atendimento, que devem, claro, ser evitadas ao máximo. Prefiro sempre fazer um atendimento completo, com tempo suficiente pra todas as dúvidas e explicações necessárias. Mas, às vezes, todo o tempo suficiente são dois ou três minutos entre um e outro atendimento já marcados. É melhor deixar o paciente esperando até que você tenha horário pra uma consulta ou já resolver o máximo possível na hora? Mas tem o lado do paciente também. Será que é vergonha de perguntar? Medo? Ou é muita informação pra uma consulta só, e as questões só aparecem depois (isso acontece muito comigo)?
De qualquer forma, a solução é perguntar, sempre. Nada de ficar angustiado por não entender o diagnóstico, por não saber como usar o medicamento corretamente, por não conhecer as opções de tratamento…
*Seios costofrênicos livres indica que uma área entre os pulmões e o diafragma não tem nenhuma alteração, portanto é um bom resultado.

21 de fevereiro de 2011 em 22:00
Oi, Renata! Sou repórter e estou fazendo uma matéria sobre dietas. Queria muito te entrevistar. Pode me escrever pra falarmos? Obrigada! Abs,
Camila
22 de março de 2011 em 8:56
Apareceu no meu filho um caroço no pescoço,no comeco achei que fosse cachumba mas como nao doia e nem teve febre,fiquei preocupada,levei ao medico,e ela disse que poderia ser uma ingua inflamada ou toxoplosmose.
Só que esse caroçinho com mais de 2 cm estava atras do ouvido agora esta perto da garganta.O que pode ser na verdade?
22 de março de 2011 em 9:11
Christiane, é possível que seja uma nova ingua.