Prevenção, diagnóstico e tratamento
Você fez uma consulta de rotina com ginecologista. Durante o exame, a médica percebeu alguma coisa diferente no seu colo do útero. Ou você fez o exame de Papanicolau e o resultado não foi tão bom quanto o médico esperava. Então, a notícia: você vai precisar fazer outro exame, a colposcopia. Mais uma vez, a questão dos nomes feios da Medicina. Você já está apreensiva por estar com alguma possível doença. E ainda ouve um nome estranho. Quer saber que exame é esse, pra ficar mais tranquila?
Em resumo, a colposcopia é um exame muito semelhante ao exame ginecológico comum, porém utiliza um líquido que tinge as células do colo do útero para que possa ser melhor visualizado, e um aparelho que permite visualizar a vulva, a vagina e o colo do útero de forma ampliada.

Espéculo vaginal
Como o exame é feito? Ele é feito no consultório médico. Você permanece deitada na mesa ginecológica, com as pernas na mesma posição do exame comum. Coloca-se o espéculo (afastador das paredes da vagina), também como no exame ginecológico comum. Aplica-se substâncias que tingem as células, para que seja possível observá-las com mais facilidade.
Pode também ser feito, durante a colposcopia, o Teste de Schiller, que nada mais é do que a aplicação da tintura de iodo para demarcar as áreas com lesão. O Teste de Schiller positivo indica que a tintura tingiu todo o colo do útero, portanto não há células alteradas. Já o resultado negativo indica que algumas células estão alteradas e sofreram lesão.

Colposcópio
Com as células já tingidas, é utilizado o colposcópio, o aparelho que permite ampliar a imagem entre 10 e 40 vezes. Assim, é possível observar melhor a vulva, a aparência da parede interna da vagina e do colo do útero, ajudando a identificar possíveis problemas.
Através da colposcopia, é possível diagnosticar lesões por HPV (papiloma vírus humano) e realizar biópsias para analisar tumores.
Existem algumas recomendações para realizar a colposcopia:
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