Prevenção, diagnóstico e tratamento

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Cura espontânea do câncer de mama

dez 10, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

Cura espontânea do câncer de mama: é sobre esse assunto que trata uma pesquisa recentemente publicada. A pesquisa foi publicada no Archives of Internal Medicine por uma equipe de três médicos, entre eles o dr. Gilbert Welch. A conclusão mostrou que, em alguns casos, o câncer regrediu sem tratamento, mesmo os tipos agressivos e invasivos. A cura não é exatamente milagrosa: é resultado do complexo sistema de defesa de nosso organismo. E aconteceu com uma frequência superior à que os médicos esperavam.

Como a pesquisa foi realizada?

Durante 6 anos, 2 grupos de mulheres foram acompanhadas na Noruega. Cada grupo incluía 100.000 mulheres.

O primeiro grupo foi acompanhado entre 1992 e 1997, tendo acesso à mamografia somente nos dois últimos anos. Dessas mulheres, 1565 tiveram câncer.

O seundo grupo foi monitorado de 1996 a 2001. Essas mulheres foram submetidas a mamografias periódicas. Com o exame, foram diagnosticados 1909 casos de tumor invasivo.

Porque as mulheres que fizeram menos mamografias tiveram menos tumores que as outras?

Existem algumas possibilidades: a diferença da qualidade dos mamógrafos e da quantidade de exames, diangóstico mais preciso com o aparelho, tratamentos de reposição hormonal. Mas a hipótese aceita pelos pesquisadores é que a diferença entre os casos de câncer é a cura espontânea.

As mulheres que fizeram mamografias com frequência tiveram tumores diagnosticados ainda no início, recebendo tratamento precoce. Assim, um maior número de casos pôde ser observado, e o tratamento médico não deu oportunidade para a possibilidade da cura pelo próprio organismo.

Já as mulheres que fizeram mamografia somente no fim do período de acompanhamento, podem ter apresentado tumores antes, porém eles teriam sido combatidos pelo organismo antes de chegarem a ser diagnosticados.

Então, não preciso mais me preocupar com câncer de mama e posso parar de fazer mamografia?

Não! O resultado da pesquisa não significa que todos os tipos de câncer são curados espentaneamente. Nem identificou quais são esses tipos. Deixar de fazer exames de acompanhamento e esperar que um possível tumor desapareça sozinho ainda é muito arriscado. Os tratamentos (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia) ainda são bastante agressivos e desconfortáveis, mas levam um grande número de mulheres à cura.

A pesquisa traz, sim, esperança. Se for possível descobrir os mecanismos que levam o corpo a controlar o crescimento das células tumorais, em alguns casos, será possível aplicar esses princípios em novas formas de tratamento. Mas, por enquanto, o mais seguro continua sendo fazer o auto-exame, consultas ginecológicas e mamografias periódicas.

Colposcopia

set 29, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

Você fez uma consulta de rotina com ginecologista. Durante o exame, a médica percebeu alguma coisa diferente no seu colo do útero. Ou você fez o exame de Papanicolau e o resultado não foi tão bom quanto o médico esperava. Então, a notícia: você vai precisar fazer outro exame, a colposcopia. Mais uma vez, a questão dos nomes feios da Medicina. Você já está apreensiva por estar com alguma possível doença. E ainda ouve um nome estranho. Quer saber que exame é esse, pra ficar mais tranquila?

Em resumo, a colposcopia é um exame muito semelhante ao exame ginecológico comum, porém utiliza um líquido que tinge as células do colo do útero para que possa ser melhor visualizado, e um aparelho que permite visualizar a vulva, a vagina e o colo do útero de forma ampliada.

Espéculo vaginal

Espéculo vaginal

Como o exame é feito? Ele é feito no consultório médico. Você permanece deitada na mesa ginecológica, com as pernas na mesma posição do exame comum. Coloca-se o espéculo (afastador das paredes da vagina), também como no exame ginecológico comum. Aplica-se substâncias que tingem as células, para que seja possível observá-las com mais facilidade.

Pode também ser feito, durante a colposcopia, o Teste de Schiller, que nada mais é do que a aplicação da tintura de iodo para demarcar as áreas com lesão. O Teste de Schiller positivo indica que a tintura tingiu todo o colo do útero, portanto não há células alteradas. Já o resultado negativo indica que algumas células estão alteradas e sofreram lesão.

Colposcópio

Colposcópio

Com as células já tingidas, é utilizado o colposcópio, o aparelho que permite ampliar a imagem entre 10 e 40 vezes. Assim, é possível observar melhor a vulva, a aparência da parede interna da vagina e do colo do útero, ajudando a identificar possíveis problemas.

Através da colposcopia, é possível diagnosticar lesões por HPV (papiloma vírus humano) e realizar biópsias para analisar tumores.

Existem algumas recomendações para realizar a colposcopia:

  • Levar exames anteriores
  • Não ter relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame
  • Não estar em período menstrual
  • Não usar medicamentos locais nos cinco dias anteriores ao exame
  • Não utilizar ducha vaginal interna no dia do exame
  • Fazer higiene local
Uma dúvida comum é em relação à virgindade. Mulheres virgens também podem fazer o exame. O exame pode ser um pouco incômodo para todas as mulheres, principalmente no momento da biópsia, em que se sente leves picadas. Após o exame, é possível que se sinta uma ligeira cólica. Se for feito biópsia, haverá também um pequeno sangramento. Nesse caso, deve-se aguardar uma semana antes de retomar as relações sexuais, para permitir a cicatrização.

Como usar sutiã corretamente

ago 25, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

São poucas as mulheres que abrem mão dessa peça de vestuário: o sutiã é um dos grandes companheiros, presente em quase todos os momentos. Bonitos ou práticos, sensuais ou confortáveis, existe uma variedade enorme de modelos. A escolha do modelo preferido varia muito, de acordo com quem está usando, com a forma de seu seio e com suas preferências. Mas poucas sabem que existe modelos ideiais de sutiã para cada mulher, e que, mais do que um enfeite ou proteção, o sutiã ajuda a preservar a saúde e a beleza dos seios e do corpo.

O uso de sutiãs inadequados compromete a circulação nos seios, pode favorecer a queda das mamas, cria marcas na pele, compromete a postura e causa dores nos ombros e pescoço. E dois estudos mostram resultados preocupantes:

  • De 3,5 mil brasileiras pesquisadas, 80% erram na escolha do sutiã.
  • Um estudo britânico mostra que, durante a prática de exercícios de impacto, os seios podem balançar até 21 centímetros para cima, para baixo e para os lados, sem um sutiã ou top adequado.

Então, como escolher o melhor modelo de sutiã? Observe os seguintes aspectos:

Alças

Alças muito frouxas não mantém o sutiã posicionado corretamente, prejudicando a coluna. Se estiverem apertadas, diminuem a circulação nos seios, levando a desconforto e favorecendo a queda das mamas.

O uso frequente do modelo tomara-que-caia deve ser evitado. A ausência das alças e o reforço na parte superior do bojo puxa o seio para baixo, fazendo com que fiquem caídos.

Além de não poder ser usado por qualquer mulher, o uso constante favorece a queda dos seios.

Além de não poder ser usado por qualquer mulher, o uso constante favorece a queda dos seios.

Cuidado com as alças de tops. A cava não deve apertar o pescoço, o que leva a dor na região e tensão nos ombros.

Bojo

O bojo do sutiã nunca deve ser apertado, “dividindo” a parte superior do seio. Isso pode causar a interrupção da circulação no local e marcar definitivamente quando usado constantemente.

Apesar de ser um modelo com boa sustentação, o bojo está apertado, "dividindo" o seio.

Apesar de ser um modelo com boa sustentação, o bojo está apertado, "dividindo" o seio.

Bojos com muito enchimento aquecem a mama. A transpiração diminui a sustentação da pele, também levando a queda. Portanto, enchimentos devem ser usados em poucos momentos, e dê preferência a bojos com enchimentos finos.

O bojo deste modelo tem enchimento, porém ele é fino, evitando que o seio transpire muito e permitindo que o sutiã seja usado no dia-a-dia.

O bojo deste modelo tem enchimento, porém ele é fino, evitando que o seio transpire muito e permitindo que o sutiã seja usado no dia-a-dia.

Tórax

O sutiã deve ser bem ajustado ao tórax. Ao contrário do que se pensa, as alças não são as maiores responsáveis pela sustentação dos seios, e sim o tórax. Se essa parte estiver larga, o sutiã “sobe” nas costas ou na frente, prejudicando a sustentação. Por outro lado, se estiver apertada é desconfortável, prejudica a circulação e salienta as gordurinhas. Teste colocando um dedo entre o sutiã e o tórax: você deve sentir uma leve pressão; o dedo não deve ficar apertado nem folgado.

Um problema comum é ter as costas largas e os seios pequenos. Para acomodar bem os seios no bojo, a faixa do tórax acaba ficando apertada. Para resolver o problema, a solução é comprar extensores, peças que, encaixadas no fecho, aumentam a largura da faixa do tórax. Podem ser encontrados nas mesmas lojas que vendem lingeries. Existem diversas cores, e modelos com um, dois ou três ganchos, adaptando-se a diversos sutiãs.

Extensor para sutiã

Extensor para sutiã.

Tecido

O material com que o sutiã é fabricado deve ser firme, proporcionando sustentação aos seios. Tecidos que esticam com o peso das mamas ou que cedem com o tempo não são adequados.

Costuras

Quanto menos costuras, melhor. Elas causam marcas na pele e, quanto mais “grossas” as costuras, maior o incômodo.

Ferrinho

O ferrinho, ou aro sob o bojo, deve ser evitado. Ele pode comprometer a circulação e machucar a pele, podendo deixar uma marca definitiva nas pontas. Ao vestir o sutiã, coloque o dedo entre ele e a pele, onde fica a ponta do ferrinho. Se for incômodo, é sinal de que vai incomodar também durante o uso.

Mudanças no corpo

Nosso corpo passa por mudanças em diversas fases da vida: adolescência, gravidez, amamentação, menopausa, mudanças no peso e até mesmo durante o ciclo menstrual. Por isso, é importante observar que o modelo ideal de sutiã pode variar durante essas fases. O sutiã que melhor se adaptava a seu corpo durante a adolescência pode não ser o melhor para a idade adulta; o que usou durante a gravidez não é mais adequado depois de ter o bebê; o seu modelo preferido pode não ser confortável durante a TPM; o tamanho 44 fica apertado depois de engordar alguns quilinhos. Preste atenção a seu corpo, às mudanças que ocorrem, e verifique se é necessário trocar o modelo ou o tamanho que você está usando.

Na próxima vez que for comprar sutiã, experimente e procure os melhores modelos. Escolha sim modelos bonitos, mas lembre da saúde de seus seios.

Amiga do peito

jul 7, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

Ontem, domingo, acordei cedo e na tv estava passando o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Meus planos não incluem abrir uma empresa, mas acho o programa interessante e fiquei assistindo. Uma reportagem sobre uma loja que vende próteses mamárias e peças de vestuário adaptadas para elas me chamou atenção. Mais tarde, lembrando da reportagem, procurei o site da loja para conhecer seus produtos. Acabei lembrando do período de estágios de uma das disciplinas da faculdade, Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia. Atendíamos principalmente mulheres que haviam passado pela mastectomia, cirurgia para retirada parcial ou total da mama. A professora nos entregou um material falando sobre a prótese de alpiste. A paciente poderia confeccioná-la em casa, pois era simples de fazer, e de baixo custo. Em alguns casos, ficava muito pesada, ou com formato diferente da outra mama… Ainda assim, trazia mais bem-estar para aquelas mulheres que haviam perdido uma parte tão importante de seu corpo, cheia de simbolismos, e denunciada a quem olhasse pela diferença de volume sob a roupa.

Essa mesma prótese caseira pode ser feita com espuma ou chumbinho, no lugar do alpiste, possibilitando que seja melhor adequada ao corpo da mulher. Hoje, porém, há uma grande variedade de próteses, confecionadas em diversos materiais como silicone, polietileno, gel polímero, extrato mineral, poliuretano, isopor e fibra. Infelizmente o preço ainda faz com que algumas dessas próteses não sejam acessíveis a muitas mulheres. Uma prótese de silicone, por exemplo, custa aproximadamente R$ 100,00.

Não vou deixar de falar aqui sobre a empresa que apareceu na tv. A loja Mama Amiga é de São Paulo, mas vende para todo o país através de seu site. Nele você encontra próteses, cintas e modeladores pós-cirúrgicos, além de sutiãs, camisetes, camisolas, maiôs, biquinis e tops que seguem as tendências da moda, com conforto e sensualidade. A dona da loja, Myrian Sanchez criou a empresa em 1985, depois de procurar produtos que atendessem a necessidade de mulheres mastectomizadas. Tudo isso por ter se sensibilizado com uma prima que teve câncer de mama. As próteses disponilizadas no site Mama Amiga custam entre R$ 30,00 e R$ 330,00. Com as roupas adaptadas para receber a prótese em um forro, as mulheres podem realizar todas as atividades com conforto e segurança, inclusive frequentar academias e ir para a praia.

Existe a possibilidade de realizar um implante cirúrgico de silicone após a mastectomia. Dependendo da extensão da cirurgia, entretanto, nem todas as mulheres podem se submeter ao implante. Nesses casos, e também quando não há condições financeiras de realizar um implante, as próteses adaptadas à roupa são uma ótima alternativa.

Cabe ressaltar a diferença entre dois termos bastante confundidos na área de saúde e reabilitação: prótese e órtese. A prótese é um substituto para a função uma parte ou de todo um órgão ou membro do corpo. Como exemplo temos marcapasso, aparelhos auditivos, prótese articular e prótese dentária. A órtese apenas melhora ou facilita a função de uma parte do corpo, como talas ou estabilizadores de articulação, ou seja, são dispositivos exclusivamente externos.

Calcinha: usar ou não usar

jun 4, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Saúde da Mulher

Quantas famosas já apareceram por aí sem calcinha, não é mesmo? Querem apenas aparecer, querem evitar a marca deixada pela lingerie sob a roupa, ou estão preocupadas com sua saúde? Acredito que a maior preocupação delas seja apenas a roupa, mas muitas mulheres estão em dúvida com os comentários iniciados depois dessa onda de sem-calcinha.

Não há consenso sobre a calcinha prejudicar a saúde da mulher nem entre os médicos. Há os que defendem que ela atua como uma proteção para a região genital, diminuindo o risco de contrair infecções. Por outro lado, há os que afirmam que o uso da calcinha mantém a temperatura e a umidade da área elevadas, aumentando muito o risco de contrair as mesmas infecções ou corrimentos por fungos e bactérias. Isso aconteceria principalmente com tecidos sintéticos ou forros grossos. O uso de calcinhas apertadas na virilha poderia causar até mesmo celulite e varizes.

A única recomendação em que a maioria dos médicos concorda é quanto a dormir sem calcinha: no mínimo, não causaria nenhum prejuízo.


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