Prevenção, diagnóstico e tratamento
Já falei aqui sobre a importância de fazer intervalos durante o uso do computador. Mas sei, até por experiência própria, que é difícil manter a rotina de pausas. Se você está fazendo algo interessante, esquece do tempo que já está em frente ao pc. Se é um assunto importante, deixa a parada pra mais tarde. E assim vai adiando o descanso, aumentando o cansaço, o esforço, o risco de problemas oculares, LER e DORT, fadiga e stress.
Lendo o Blosque hoje, fiquei sabendo de uma ferramenta muito interessante. A Nospheratt apresenta o programa Health Keeper. Com esse software, é possível estabelecer o intervalo para descanso e receber um aviso de que chegou o momento de sair da frente do pc. Claro que ele entende que nem sempre é possível parar, e dá a chance de estender o trabalho por mais 5 minutos. Depois disso, prepare-se para o monitor ser apagado ou o mouse e o teclado serem bloqueados. Aproveitando as pausas para fazer alongamentos, relaxar e descansar, você vai prevenir LER e DORT, dor de cabeça, cansaço ocular, alterações visuais e fadiga.
O Health Keeper é um programa gratuito. Veja mais informações sobre o software e o link para o download aqui.
Há uns dois ou três anos, vi uma reportagem no programa Auto Esporte, da Globo, sugerindo o uso do farol baixo durante o dia. Afirmava que cidades ou países que haviam criado a obrigatoriedade dessa medida por lei registraram queda no número de acidentes de trânsito. A luz do farol seria um fator para aumentar a visibilidade e favorecer a noção da distância a que se está desse carro. Assim, seria mais fácil perceber a aproximação de um carro buscando a ultrapassagem, a visualização precoce de um veículo na contra-mão ou a simples aproximação de um carro, para o pedestre. Na época, comecei a usar a luz baixa ao dirigir na BR, mas não ainda dentro da cidade, exceto quando muito nublado ou chovendo. Há uns dias lembrei desse fato ao sair de casa, pouco depois das 17 horas. O sol estava se pondo mas o céu estava azul e o dia bastante claro. Ainda assim, vários carros já trafegavam com o farol aceso.
Bom, mas o que isso tem a ver com um blog sobre saúde? Muito! Acidentes de trânsito levam não apenas a danos materiais e muito incômodo. Um movimento brusco no momento da freada pode causar dores, uma fratura pode levar a problemas ortopédicos, uma lesão na medula levar à necessidade do uso de cadeira de rodas, um trauma no crânio causar uma paralisia, bem como levar à morte.
A segurança no trânsito é, sim, questão de saúde. E qualquer medida que possa diminuir o risco de acidentes deve ser divulgada, principalmente sendo tão simples quanto acender o farol de seu carro.
A paralisia infantil, ou poliomielite, é uma doença causada por vírus. Traz consequências graves para as crianças, com sequelas que perduram por toda a vida: impossibilidade ou grande dificuldade de se movimentar. Quem contrai a doença poderá somente conseguir andar com auxílio de aparelhos ortopédicos que mantenham as pernas estendidas, muletas, e muita força para, além de mover o corpo, erguer o peso do aparelho, que não é pouco. Ainda que algumas pessoas consigam andar sem ajuda, outras podem precisar de cadeiras de rodas para qualquer locomoção. Assustador, não é? E pensar que algumas gotinhas evitam tudo isso.

As famosas gotinhas, representadas pelo simpático Zé Gotinha, são a vacina que imuniza contra o polioenterovírus, causador da poliomielite. Graças às campanhas de vacinação em massa, o Brasil encontra-se livre de novos casos da doença desde 1989. Então estamos livres e nossas crianças estão a salvo? Não! Infelizmente o vírus ainda causa a paralisia infantil em alguns países, como Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão, e ela pode ser trazida de volta para o Brasil através de viajantes que visitem esses países. A única forma de evitar que isso aconteça é manter a população imunizada, assim, ainda que exista o contato com o vírus, não haverá contaminação.
Durante essa semana, está sendo realizada a primeira etapa da 29ª Campanha Nacional da Vacinação contra a Poliomielite em 2008. Até dia 14 de junho, sábado, o chamado Dia D, espera-se atingir a meta de vacinar 16 milhões de crianças em todo o país, mais de 400 mil delas apenas em Santa Catarina. Até sexta, a vacina está disponível em postos de saúde. No sábado, serão montados diversos postos de vacinação em pontos estratégicos de todas as cidades, entre 8 e 17 horas. No dia 9 de agosto, será realizada a segunda etapa, quando todas as crianças devem retornar aos postos para a dose de reforço.
A vacina, chamada Sabin em homenagem ao cientista que a descobriu, deve ser aplicada em todas as crianças menores de 5 anos, inclusive as que já tenham completado essa idade. Como não é aplicada com injeção, não dói. São apenas gotinhas pingadas na boca da criança. E não esqueça de levar a carteira de vacinação de seu filho, para registrar a aplicação da dose.
Em poucos casos, recomenda-se adiar ou evitar a aplicação da vacina. Algumas contra-indicações são diarréias graves, vômitos intensos, febre, infecção aguda, hipersensibilidade a componentes da vacina e AIDS. Mas não decida por conta própria se irá ou não levar seu filho para a vacinação. Procure um pediatra de confiança ou peça orientação à equipe de vacinação.