Esclarecendo sobre saúde
O rimonabanto atua sobre o sistema endocanabinóide, responsável pelo balanço energético e acúmulo de gordura no corpo. Os receptores desse sistema controlam a quatidade de glicose que entra nas células, de gordura produzida no fígado e a sensação de saciedade. Existem receptores no cérebro, tecido adiposo, fígado, músculos e tubo digestivo. Dessa forma, o remédio aumenta a sensação de saciedade, diminuindo a quantidade de alimentos ingerida; o metabolismo da glicose, com controle do nível do açúcar no sangue, e reduz os lipídios na corrente sanguínea.
O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) há quase um ano, mas somente agora começa a ser vendido no Brasil com o nome comercial Acomplia. Na União Européia, já vem sendo usado desde 2006. O laboratório fabricante afirma que mais de 500 mil pessoas já utilizaram o medicamento. Para adquirir o medicamento, será necessário um receituário específico, já que a venda será controlada. Cada caixa para 28 dias de tratamento custará aproximadamente R$ 225,00.
Como qualquer medicamento, o rimonabanto não deve ser usado sem orientação médica. Os pacientes que podem se beneficiar com esse tratamento são obesos com índice de massa corporal (IMC) acima de 30 ou acima de 27 com fatores de risco associados. Apesar de ter sido considerada uma droga segura, causa efeitos colaterais, como náusea, tontura, ansiedade e depressão. Esses efeitos adversos, porém, não se mantém após a interrupção do uso. O Acomplia é contra-indicado para pessoas com depressão, histórico de doenças psiquiátricas ou que usem antidepressivos.
O Acomplia não deve ser visto como uma forma milagrosa de emagrecimento. Seu objetivo não é eliminar aquela gordurinha a mais, o famoso pneuzinho, que pode ser combatido com atividades físicas, alimentação balanceada e tratamentos estéticos. É uma medicação, para casos graves de obesidade, em que o acúmulo de tecido adiposo, especialmente no abdômen, leva a sérios riscos para a saúde.
O estudo foi realizado com 300 crianças, separadas em três grupos. Cada grupo recebeu um tipo de bebida: um placebo, sem nenhum aditivo; uma com aditivos dentro da média diária de consumo e outra com grande quantidade de corantes e outros aditivos. Antes do consumo das bebidas, o nível de hiperatividade das crianças foi medido, a fim de que fosse comparado com a mesma medida após o consumo. Como resultado, as crianças que beberam o líquido com alto teor de aditivos e corantes começaram a agir impulsivamente e demonstraram diminuição da concentração.

De posse dos resultados desse estudo, a Grã-Bretanha pretende que a Europa proíba o uso dos corantes que afetam o comportamento infantil. A presidente da FSA, Deirdre Hutton, defende que o estudo mostrou evidências suficientes para essa recomendação. Os corantes utilizados para a realização da pesquisa foram E102 (amarelo tartrazina), E104 (amarelo quinolina), E110 (amarelo crepúsculo), E122 (azorrubina), E124 (ponceau 4R) e E129 (vermelho 40). Já que a proibição implica ações da União Européia que poderiam levar vários anos, a soluão temporária seria a pressão dos ministros britânicos para que os fabricantes retirassem voluntariamente os corantes de seus produtos, o que já vem sendo realizado por algumas empresas. A FSA recomenda que pais de crianças com hiperatividade estejam atentos para o risco do uso dos corantes.
Ainda que o efeito desses corantes sobre o comportamento seja pequeno, podem ser retirados da dieta infantil sem nenhum risco, pois são substâncias que não possuem benefícios nutricionais. Além desse estudo recente, já é comprovado que vários corantes alimentícios artificiais são causadores de alergias e intolerância alimentar, especialmente o amarelo tartrazina.