Prevenção, diagnóstico e tratamento

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Águas saborizadas: H2OH!, Aquarius, Guarah

jul 8, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Você já experimentou uma dessas novas águas saborizadas? São semelhantes a refrigerantes, porém menos gaseificadas, menos doces e com sabor mais leve. Recebem vários nomes: água saborizada, refrigerante de baixa caloria e bebida de baixa caloria.

Quais são as principais marcas e sabores de águas saborizadas?

As marcas mais comuns e que são distribuídas nacionalmente são:

  • Aquarius Fresh (Limão)
  • Guarah (Guaraná)
  • H2OH! Limão, H2OH! Limão e Tangerina e H2OH! Limão e Maçã

Todas são levemente gaseificadas e a porção de 200 ml não tem calorias.

Qual a composição da água saborizada?

A água saborizada é composta por água mineral (água comum com sais minerais), conservantes, aromatizante de fruta, adoçante e opcionalmente o gás carbônico.

Águas saborizadas engordam menos que refrigerantes comuns?

As águas saborizadas contêm menos calorias que refrigerantes comuns, portanto engordam menos. Porém possuem aproximadamente o mesmo valor calórico que refrigerantes light ou diet. Têm, entretanto, a vantagem de conter menos gás carbônico.

Águas saborizadas causam celulite?

Tomar essas águas de vez em quando, se você tem uma dieta equilibrada e pratica atividade física, não vai causar celulite. Seus maiores causadores são açúcar e gordura, que não estão presentes nessas bebidas.

Quem tem diabetes pode tomar água saborizada?

Pode, desde que sem exageros. Ela não contém açúcar, apenas adoçante, e poucas calorias, tornando-a própria para consumo de diabéticos.

Conclusão

As águas saborizadas são uma opção muito mais saudável que o refrigerante comum. Mesmo em comparação com refrigerantes light e diet, ganham pela menor concentração de gás carbônico. São menos calóricas que sucos de frutas naturais, porém menos saudáveis que estes, que possuem mais vitaminas. Podem ser consumidas com maior frequência do que os refrigerantes, porém sem exageros.

Melancia: Viagra natural?

jul 2, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Não, não estou falando sobre a Mulher Melancia… Muitos brasileiros consideram a simples visão de seu rebolado ao som do Créu muito mais eficaz que qualquer remédio contra a impotência. Mas a notícia agora é sobre melancia, a fruta de verdade.

Cientistas estão pesquisando as propriedades contidas na melancia, em estudos realizados pelo Fruit and Vegetable Improvement Center (Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais), da universidade A&M (Texas, Estados Unidos). O diretor do Centro, Bhimu Patil, declarou que substâncias presentes na fruta tem a capacidade de dilatar os vasos sanguíneos, assim como o Viagra, Cialis e Levitra. Outro efeito seria o aumento da libido.

O fitonutriente responsável por esses efeitos é a citrulina. Ao ser consumida, ela é transformada em arginina por enzimas presentes no corpo. A arginina, por sua vez, estimula a produção de óxido nítrico, que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos. Dessa forma, seria possível utilizá-la não apenas para tratar a impotência mas também para preveni-la. Os mesmos benefícios atuam sobre todos os vasos sanguíneos do organismo, auxiliando o tratamento de doenças cardiovasculares.

Os cientistas buscam agora desenvolver uma nova variedade de melancia em que a citrulina esteja mais concentrada na polpa da fruta. Isso porque, na natureza, a maior concentração está na casca, que não é consumida habitualmente. Por enquanto, duas receitas encontradas com certa facilidade que utilizam a casca da melancia entre seus ingredientes são o doce de casca de melancia e o salpicão de casca de melancia.

Nomofobia: medo de ficar sem celular

jun 30, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Você é daquelas pessoas que não largam o celular nem pra ir ao banheiro? Recarrega o aparelho bem antes que a bateria termine? Confere 500 vezes por dia quanto ainda tem de crédito? Dorme com o aparelho do lado da cama? Acha pior ficar sem o celular do que ter que se mudar ou terminar um relacionamento? Esses sintomas indicam que você pode sofrer de nomofobia.

Nomofobia

Nomofobia é o medo de ficar sem contato através do celular (nomo vem de no-mobile, ou sem celular em inglês, e fobia significa medo). É uma condição atual, consequência da sociedade moderna em que se espera que as pessoas estejam sempre conectadas e disponíveis através de seus equipamentos portáteis. Com tantas funções agregadas em um único aparelho, além do telefone, como câmera de foto e vídeo, agenda de contatos, agenda de compromissos e acesso à internet, o celular permite a sensação de controle sobre diversos aspectos de sua vida.

Acabar a bateria, ficar sem sinal ou sem crédito parece significar que não será possível realizar mais nada e que o dia será perdido. E pensar que há tão pouco tempo você às vezes precisava esperar até a noite para poder falar com alguém, ou tinha que escrever - sim, escrever e não digitar - seus compromissos em uma agenda de papel. E hoje parece inacreditável, mas o mundo não parava só por causa de um recado dado 10 horas depois, ao chegar em casa. Sem dúvida, o celular e a tecnologia facilitam o dia-a-dia de qualquer pessoa, e podem ser fundamentais em momentos de emergência, como uma doença ou um problema com o carro em um local sem movimento. Mas é preciso cuidado para que sua vida não dependa do celular.

Quando a situação chega ao ponto de atrapalhar a vida diária, passa a ser uma doença, a nomofobia. Prejuízo nos relacionamentos, no trabalho, ou em qualquer atividade, que ficam relegados a segundo plano por causa do celular, devem ser vistos como um problema sério. A solução pode vir através de tratamento com psiquiatra ou psicólogo, utilizando técnicas como a psicoterapia em grupo ou medicamentos contra a ansiedade. Existem ainda pequenas sugestões que podem reduzir o medo, como salvar todos os contatos da agenda do celular no computador ou em uma agenda de telefones e avisar aos familiares e amigos outros números de telefone em que possa ser encontrado em uma emergência, como o de casa, do trabalho, da namorada.

Exageros do Doutor Bactéria

jun 25, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

No Fantástico do último domingo, o Doutor Bactéria falou sobre o jogo dos sete erros na cozinha. Não assisti a reportagem, mas li sobre o assunto no blog Chega de Bagunça e procurei o vídeo para assistir. Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria que dá título ao quadro, os tais sete erros são:

  1. Descongelar ou lavar carnes embaixo da torneira.
  2. Utilizar detergente em excesso e diretamente na esponja.
  3. Usar tábua de carne de madeira.
  4. Guardar comida quente tampada dentro da geladeira.
  5. Guardar o leite condensado dentro da lata com dois furinhos.
  6. Comer alimentos que entraram em contato com formigas.
  7. Soprar a vela do bolo!

Sei, é claro que eu sei, que as regras de higiene devem ser seguidas para evitar contaminação e disseminação de microorganismos e, consequentemente, doenças. Entendo que em qualquer das situações citadas, há proliferação de bactérias. Mas você já ouviu falar de alguém que morreu de vela soprada? O biomédico ensina que, quando se sopra a vela, a saliva contamina o bolo e que, se ele permanecer fora da geladeira, as bactérias poderão causar intoxicações com vômito e mal-estar. Certo. Então aquela dor de barriga depois da festinha de aniversário de um ano do seu sobrinho pode não ser causada pela quantidade de brigadeiros que você comeu, e sim pela saliva do aniversariante que caiu sobre o bolo que você decidiu comer só no fim da festa. É um fato, e não vou contrariar essa afirmação. Mas sou contra exageros.

Para estar livre de qualquer contaminação, precisaríamos viver em ambientes absolutamente esterilizados. Como conseguir isso na correria que é o dia-a-dia da maioria das pessoas, tocando em dinheiro, comendo em restaurantes, utilizando o banheiro do local onde trabalha? Se seu filho não deve nem comer o bolo depois de ter soprado a velinha, como ele vai frequentar uma escola com tantas outras crianças? Vivemos em um mundo cheio de bactérias. Devemos, sim, evitá-las e impedir que proliferem. Mas nem sempre é possível. E acredito que o tipo de informação transmitida pelo Doutor Bactéria, apesar de muito importante, deve passar por uma análise sobre como será divulgada. Ou logo teremos, ao invés de montes de bactérias, montes de pessoas vivendo de forma limitada, deixando de participar de atividades que proporcionavam prazer pelo medo de ficar doentes.

Evitando acidentes de trânsito com o uso do farol baixo

jun 18, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral, prevenção

Há uns dois ou três anos, vi uma reportagem no programa Auto Esporte, da Globo, sugerindo o uso do farol baixo durante o dia. Afirmava que cidades ou países que haviam criado a obrigatoriedade dessa medida por lei registraram queda no número de acidentes de trânsito. A luz do farol seria um fator para aumentar a visibilidade e favorecer a noção da distância a que se está desse carro. Assim, seria mais fácil perceber a aproximação de um carro buscando a ultrapassagem, a visualização precoce de um veículo na contra-mão ou a simples aproximação de um carro, para o pedestre. Na época, comecei a usar a luz baixa ao dirigir na BR, mas não ainda dentro da cidade, exceto quando muito nublado ou chovendo. Há uns dias lembrei desse fato ao sair de casa, pouco depois das 17 horas. O sol estava se pondo mas o céu estava azul e o dia bastante claro. Ainda assim, vários carros já trafegavam com o farol aceso.

Bom, mas o que isso tem a ver com um blog sobre saúde? Muito! Acidentes de trânsito levam não apenas a danos materiais e muito incômodo. Um movimento brusco no momento da freada pode causar dores, uma fratura pode levar a problemas ortopédicos, uma lesão na medula levar à necessidade do uso de cadeira de rodas, um trauma no crânio causar uma paralisia, bem como levar à morte.

A segurança no trânsito é, sim, questão de saúde. E qualquer medida que possa diminuir o risco de acidentes deve ser divulgada, principalmente sendo tão simples quanto acender o farol de seu carro.

Sono em excesso

jun 11, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Para quem sofre de insônia, pensar em conseguir dormir a qualquer hora do dia, sempre que sentir sono, parece a maior maravilha do mundo. Mas para quem sofre de sono excessivo, isso é um problema. Sono a qualquer hora do dia, sensação de cansaço, falta de atenção, concentração e de disposição são sintomas que acabam interferindo no trabalho, nos relacionamentos e na vida diária de qualquer pessoa. Recebi uma mensagem, através do formulário de contato, solicitando orientação a esse respeito. Vamos então a algumas considerações.

O excesso de sono é um problema complexo, pois pode ser causado por diversos fatores, frequentemente combinados entre si. Algumas dessas causas são:

  • estresse (pode alterar a qualidade do sono durante a noite, levando à sonolência diurna)
  • apnéia do sono (reduz o tempo de sono profundo por causa das paradas respiratórias)
  • fadiga (o cansaço aumenta a necessidade de tempo para a recuperação do organismo)
  • depressão (o sono pode ser usado como um escape de situações indesejáveis)
  • horas de sono insuficientes (a necessidade de sono por noite varia com o passar dos anos; se você se sentia descansado com 6 horas, pode passar a precisar de 8 ou apenas 5 sejam suficientes, sem que exista qualquer doença)
  • uso de medicamentos (remédios como os anti-alérgicos aumentam a sonolência)
  • uso de álcool ou drogas (levam a alterações químicas que fazem com que o sistema nervoso procure “desligar”, através do sono, para protegê-lo

O tratamento para a sonolência excessiva depende dos fatores que a estão causando. Medicamentos contra a ansiedade e a depressão, controle do uso de substâncias prejudiciais e adequação do período para dormir são algumas das possibilidades. Um clínico geral pode solicitar exames para definir quais causas estão agindo, a fim de definir o tratamento adequado.

Sugiro também a consulta com um médico pneumologista, especialmente se falam que você ronca ou tem paradas respiratórias durante a noite. Nesse caso, é grande a possibilidade de você ter apnéia do sono, sendo então necessário realizar uma polissonografia, exame em que você dorme na clínica, com seus sinais sendo registrados. Dessa forma, é possível identificar a qualidade de seu sono.

Você tem alguma dúvida sobre saúde, assim como a leitora que enviou a mensagem sobre sono excessivo? Envie sua pergunta ou sugestão através da sessão Dúvida do Leitor!

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