Esclarecendo sobre saúde

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Saiba se você é obeso

Jun 7, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Querendo saber se você está acima do peso ou não, já deve ter escutado coisas como o peso deve ser 20 a menos que a altura (se você mede 1,65m, deveria pesar 45 quilos). Essa, entretanto, não é uma medida correta.

Uma das formas mais conhecidas e simples de saber amédia do seu peso ideal e se você está dentro dela é o cálculo do IMC, ou índice de massa corporal. Você precisa apenas dividir seu peso por sua altura ao quadrado. Considerando que você meça 1,70m e pese 85 quilos, você multiplica 1,70 por 1,70, resultando em 2,89. Depois, divide o peso por esse resultado, ou seja, 85 dividido por 2,89. Seu IMC seria 29,4. Com esse número em mãos, você procura na tabela em que faixa você se encontra:

IMC:
Até 18,4: Magro
De 18,5 a 24,9: Normal
De 25 a 29,9: Excesso de peso
De 30 a 34,9: Obesidade grau 1
De 35 a 39,9: Obesidade grau 2
40 ou maior: Obesidade mórbida

Esse método não é muito preciso pois não leva em consideração se o peso é composto por massa magra ou gorda (músculos ou gordura). Duas pessoas com mesma altura e mesmo peso podem ter seu corpo composto de forma diferente: um atleta tem mais massa muscular do que um sedentário com alimentação rica em gordura. Os dois receberão a mesma classificação mas têm condições de saúde completamente diferentes, necessitando de alimentação e atividades físicas também diferenciadas.

Para corrigir essa falha, outro método que pode ser utilizado é o da bioimpedância. Através de uma corrente elétrica que atravessa o corpo (não se preocupe, você não sente sua passagem e não leva choque!), são determinadas as porcentagens de gordura e massa muscular. Antes encontrado apenas em clínicas e academias de ginástica, hoje a bioimpedância pode ser usada por qualquer pessoa, em balanças digitais com essa função. O ideal, porém, é que você tenha orientação, pois fatores como a prática de exercício antes da verificação interfere no resultado. Atenção: gestantes e portadores de marcapasso não podem utilizar esse método!

Dobra cutânea

Outras formas baratas de se avaliar a obesidade são a circunferência abdominal e a dobra cutânea. A circunferência abdominal é medida com fita métrica. O limite aceito no Brasil é de 80 cm para mulheres e 90 cm para homens. Mais uma vez, não é um método preciso, pois as medidas variam de acordo com a etnia. Já a dobra cutânea é avaliada com um aparelho chamado plicômetro (ou adipômetro), uma espécie de pinça que mede a gordura logo abaixo da pele. Tem a desvantagem de não avaliar a gordura visceral (na cavidade abdominal) em pessoas com excesso de peso ou obesas.

Outros exames complementares podem também ser utilizados na verificação da gordura: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Além de avaliarem a gordura subcutânea (sob a pele), conseguem também verificar a visceral e a hepática (dentro do fígado, que pode levar á cirrose). Não é possível avaliar pessoas acima de 140 quilos, média. Além disso, são exames caros.

Com os resultados de IMC e circunferência abdominal, que você pode fazer em casa, é possível ter idéia sobre seu peso. Porém, para uma avaliação mais correta e para receber orientações adequadas, sejam elas alimentares, de atividades físicas ou de tratamentos necessários, o ideal é procurar um profissional. Médicos, nutricionistas e educadores físicos podem oferecer a você essas informações e, se preciso, encaminhar para outro profissional especializado.

Diagnóstico e tratamento de alergias

Mai 12, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Coceira, pele irritada, tosse, espirros, coriza, vômitos, diarréia, , irritação na garganta ou coceira no ouvido, dificuldade para respirar, dor de cabeça, inchaços… São vários os sintomas de alergia de pele, respiratória ou alimentar. Existem, também centenas de substâncias que podem causar alergia, e a sensibilidade a cada uma delas varia para cada pessoa. Como, então, saber quais são as responsáveis pelas suas crises alérgicas? Como evitar ter uma crise? Existe cura?

A alergia é uma reação exagerada de defesa do organismo frente a substâncias reconhecidas como prejudiciais. Um simples perfume, que para a maioria das pessoas não causa nenhuma reação, pode fazer você sentir muita coceira e vermelhidão na pele, assim como pode disparar enxaqueca em outra pessoa, e espirros em mais uma. As células de defesa dessas pessoas têm sensibilidade para um ou mais dos componentes do perfume, deflagrando reações para combater e eliminar essa substância do seu corpo.

A melhor forma de identificar os alérgenos (substâncias causadoras de alergia) a que você tem sensibilidade é realizando o teste de alergia, ou alergoimunodiagnóstico. Através da exposição aos fatores alérgenos em pequenas doses, e verificando a reação causada por cada uma, é possível confirmar cada uma das substâncias que você deve evitar. O teste é feito com adesivos contendo as substâncias. Esses adesivos são mantidos na pele por 48 horas. Na retirada, o alergologista (médico especialista em alergia), observa quais causaram reação alérgica e em que grau. Existe outra variável do teste, em que são feitos minúsculos arranhões na pele, e são colocadas gotas das substâncias sobre eles, sendo mantidas por aproximadamente 30 minutos.

Além de evitar as substâncias a que você tem alergia, como manter a casa limpa (alergia ao pó), trocar os lençóis com frequência (alergia a ácaros), não comer determinados alimentos ou não usar perfume, o médico poderá receitar medicamentos como anti-histamínico ou anti-leucotrieno (anti-alérgicos), corticosteróides, descongestionantes nasais e broncodilatadores, para combater a crise alérgica e minimizar os sintomas.

O tratamento mais eficaz, entretanto, é a utilização de vacinas. Apesar de não levar à cura, possibilita alguns anos de resistência aos alérgenos. As vacinas necessárias são definidas de acordo com o resultado do teste de alergia e aplicadas em intervalos regulares, prescritos pelo médico.

O que é pletismografia?

Mai 11, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Você está sentindo dificuldade para respirar, procura um pneumologista, ele decide investigar melhor e solicita um exame de pletismografia. Mais uma vez, um nome feio faz a situação parecer ainda mais grave e você fica preocupado.

A pletismografia é um exame que permite mensurar diversos aspectos da respiração, como a força com que você consegue inspirar ou expirar, a resistência que suas vias aéreas apresentam, qual a capacidade que seus pulmões têm para receber ar e qual a absorção de oxigênio a cada ciclo. Todos esses dados permitem que se identifique se você tem uma doença pulmonar restritiva (que limita a inspiração) ou obstrutiva (que dificulta a expiração e leva a acúmulo de ar), uma combinação das duas, se é um problema agudo ou crônico.

Pletismografia

O exame é feito dentro de uma cabine transparente. Você fica sentado um uma cadeira, e à sua frente existe um painel com vários tubos e caninhos, que serão alterados pelo profissional. São testados cinco tipos de sopro. Cada um é explicado detalhadamente: “primeiro você vai soltar todo o ar, até que eu mande puxar, então você inspira o mais forte que conseguir…” Para fazer os sopros, você vai utilizar um clip nasal, que comprime as narinas e impede que o ar entre e saia por elas. O ar irá passar apenas pela sua boca, que deverá permanecer fechada ao redor de um bocal. Vale ressaltar que o bocal e o clip nasal são descartáveis, ou seja, apenas você irá utilizar. Após o exame, serão jogados no lixo, e o próximo paciente receberá novos.

A pletismografia é realizada em duas etapas. Após a primeira bateria de sopros ter sido realizada, você recebe a aplicação de uma medicação broncodilatadora e aguarda até que faça efeito, para então repetir o exame e identificar a alteração produzida pelo remédio. Ao todo, dura aproximadamente 45 minutos.

Todas as variáveis colhidas durante o exame são registradas no computador, gerando diversos gráficos. O pneumologista, então, pode analisar e, assim, definir o tratamento mais adequado para o seu caso.

Índice de APGAR

Abr 1, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Logo que seu bebezinho nasceu, ele recebeu as primeiras notas de sua vida. Assim como na escola, se ele se sair bem, receberá nota 10. Essa nota é tão importante que fica registrada na carteira de saúde da criança.

O índice de APGAR, desenvolvido pela anestesista inglesa Virgina Apgar em 1949, avalia a condição do recém-nascido. O teste é realizado duas vezes, com um e com cinco minutos de vida. Em alguns casos, quando a nota é baixa, pode ser refeito aos 10 minutos, para avaliar se houve melhora.

São cinco os parâmetros observados durante a avaliação. Cada um recebe uma pontuação, que é somada para definir o índice:

  • Frequência cardíaca (número de batimentos por minuto)
    • 0 - ausente
    • 1 - abaixo de 100
    • 2 - mais de 100
  • Respiração
    • 0 - ausente
    • 1 - fraca, irregular
    • 2 - forte, chorando
  • Tônus muscular (estado de contração do músculo em repouso)
    • 0 - flácido
    • 1 - flexão das extremidades (braços e pernas)
    • 2 - movimentos ativos, boa flexão
  • Irritabilidade reflexa (reação a estímulos desagradáveis)
    • 0 - nenhuma resposta
    • 1 - careta, pouco movimento
    • 2 - tosse, espirro, choro
  • Cor da pele
    • 0 - cianose (azul), pálida
    • 1 - corpo róseo, extremidades azuis (cianose das extremidades)
    • 2 - completamente rosada

A importância do APGAR se reduziu com o passar dos anos. Muitas manobras de reanimação ou técnicas de atendimento ao recém-nascido são realizadas antes mesmo da realização do teste no primeiro minuto. Acreditava-se que houvesse uma relação entre o índice de APGAR e problemas neurológicos ou futuras doenças do bebê. Essa correlação não se confirmou. Muitas crianças com paralisia cerebral, por exemplo, obtiveram nota 9 ou 10. Por outro lado, nem todos os bebês com notas 5 ou 6 apresentam problemas graves decorrentes do nascimento.

Ainda assim, o exame continua sendo feito, e no Cartão da Criança você encontrará um registro como APGAR 9/10, ou seja, a nota do primeiro e do quinto minuto. Se você tiver dúvidas quanto ao desenvolvimento do seu bebê ou se preocupa com o índice recebido, procure o pediatra e solicite informações precisas e específicas sobre seu filho.

Sinais x Sintomas

Mar 18, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Diagnóstico

Frequentemente você vai ao médico reclamando dos sintomas que está apresentando. Mas ele pode usar outro termo, falando sobre os sinais da doença. Sinal e sintoma parecem uma coisa só, mas há diferença entre eles:

  • Sinais:  alterações do organismo de uma pessoa que podem ser percebidas através do exame médico ou medidas em exames complementares. Não é necessário que o paciente relate o sinal, pois outra pessoa pode identificá-lo. É uma característica objetiva da doença. Ex.: febre, edema (inchaço), coloração da pele, arritmia.
  • Sintomas: alterações do organismo relatadas pelo próprio paciente, de acordo com sua percepção de sua saúde. Apenas a pessoa consegue identificá-los, não sendo possível outra pessoa diagnosticar. É uma característica subjetiva, pois depende da interpretação do próprio paciente. Ex.: dor, fome ou sede excessiva, fraqueza.

Comunicar ao médico ou outro profissional de saúde todos os sintomas que você percebe facilita o diagnóstico preciso, junto com os sinais que o médico irá avaliar.


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