Esclarecendo sobre saúde
Uma das formas mais conhecidas e simples de saber amédia do seu peso ideal e se você está dentro dela é o cálculo do IMC, ou índice de massa corporal. Você precisa apenas dividir seu peso por sua altura ao quadrado. Considerando que você meça 1,70m e pese 85 quilos, você multiplica 1,70 por 1,70, resultando em 2,89. Depois, divide o peso por esse resultado, ou seja, 85 dividido por 2,89. Seu IMC seria 29,4. Com esse número em mãos, você procura na tabela em que faixa você se encontra:
IMC:
Até 18,4: Magro
De 18,5 a 24,9: Normal
De 25 a 29,9: Excesso de peso
De 30 a 34,9: Obesidade grau 1
De 35 a 39,9: Obesidade grau 2
40 ou maior: Obesidade mórbida
Esse método não é muito preciso pois não leva em consideração se o peso é composto por massa magra ou gorda (músculos ou gordura). Duas pessoas com mesma altura e mesmo peso podem ter seu corpo composto de forma diferente: um atleta tem mais massa muscular do que um sedentário com alimentação rica em gordura. Os dois receberão a mesma classificação mas têm condições de saúde completamente diferentes, necessitando de alimentação e atividades físicas também diferenciadas.
Para corrigir essa falha, outro método que pode ser utilizado é o da bioimpedância. Através de uma corrente elétrica que atravessa o corpo (não se preocupe, você não sente sua passagem e não leva choque!), são determinadas as porcentagens de gordura e massa muscular. Antes encontrado apenas em clínicas e academias de ginástica, hoje a bioimpedância pode ser usada por qualquer pessoa, em balanças digitais com essa função. O ideal, porém, é que você tenha orientação, pois fatores como a prática de exercício antes da verificação interfere no resultado. Atenção: gestantes e portadores de marcapasso não podem utilizar esse método!

Outras formas baratas de se avaliar a obesidade são a circunferência abdominal e a dobra cutânea. A circunferência abdominal é medida com fita métrica. O limite aceito no Brasil é de 80 cm para mulheres e 90 cm para homens. Mais uma vez, não é um método preciso, pois as medidas variam de acordo com a etnia. Já a dobra cutânea é avaliada com um aparelho chamado plicômetro (ou adipômetro), uma espécie de pinça que mede a gordura logo abaixo da pele. Tem a desvantagem de não avaliar a gordura visceral (na cavidade abdominal) em pessoas com excesso de peso ou obesas.
Outros exames complementares podem também ser utilizados na verificação da gordura: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Além de avaliarem a gordura subcutânea (sob a pele), conseguem também verificar a visceral e a hepática (dentro do fígado, que pode levar á cirrose). Não é possível avaliar pessoas acima de 140 quilos, média. Além disso, são exames caros.
Com os resultados de IMC e circunferência abdominal, que você pode fazer em casa, é possível ter idéia sobre seu peso. Porém, para uma avaliação mais correta e para receber orientações adequadas, sejam elas alimentares, de atividades físicas ou de tratamentos necessários, o ideal é procurar um profissional. Médicos, nutricionistas e educadores físicos podem oferecer a você essas informações e, se preciso, encaminhar para outro profissional especializado.
A alergia é uma reação exagerada de defesa do organismo frente a substâncias reconhecidas como prejudiciais. Um simples perfume, que para a maioria das pessoas não causa nenhuma reação, pode fazer você sentir muita coceira e vermelhidão na pele, assim como pode disparar enxaqueca em outra pessoa, e espirros em mais uma. As células de defesa dessas pessoas têm sensibilidade para um ou mais dos componentes do perfume, deflagrando reações para combater e eliminar essa substância do seu corpo.
A melhor forma de identificar os alérgenos (substâncias causadoras de alergia) a que você tem sensibilidade é realizando o teste de alergia, ou alergoimunodiagnóstico. Através da exposição aos fatores alérgenos em pequenas doses, e verificando a reação causada por cada uma, é possível confirmar cada uma das substâncias que você deve evitar. O teste é feito com adesivos contendo as substâncias. Esses adesivos são mantidos na pele por 48 horas. Na retirada, o alergologista (médico especialista em alergia), observa quais causaram reação alérgica e em que grau. Existe outra variável do teste, em que são feitos minúsculos arranhões na pele, e são colocadas gotas das substâncias sobre eles, sendo mantidas por aproximadamente 30 minutos.
Além de evitar as substâncias a que você tem alergia, como manter a casa limpa (alergia ao pó), trocar os lençóis com frequência (alergia a ácaros), não comer determinados alimentos ou não usar perfume, o médico poderá receitar medicamentos como anti-histamínico ou anti-leucotrieno (anti-alérgicos), corticosteróides, descongestionantes nasais e broncodilatadores, para combater a crise alérgica e minimizar os sintomas.
O tratamento mais eficaz, entretanto, é a utilização de vacinas. Apesar de não levar à cura, possibilita alguns anos de resistência aos alérgenos. As vacinas necessárias são definidas de acordo com o resultado do teste de alergia e aplicadas em intervalos regulares, prescritos pelo médico.
A pletismografia é um exame que permite mensurar diversos aspectos da respiração, como a força com que você consegue inspirar ou expirar, a resistência que suas vias aéreas apresentam, qual a capacidade que seus pulmões têm para receber ar e qual a absorção de oxigênio a cada ciclo. Todos esses dados permitem que se identifique se você tem uma doença pulmonar restritiva (que limita a inspiração) ou obstrutiva (que dificulta a expiração e leva a acúmulo de ar), uma combinação das duas, se é um problema agudo ou crônico.

O exame é feito dentro de uma cabine transparente. Você fica sentado um uma cadeira, e à sua frente existe um painel com vários tubos e caninhos, que serão alterados pelo profissional. São testados cinco tipos de sopro. Cada um é explicado detalhadamente: “primeiro você vai soltar todo o ar, até que eu mande puxar, então você inspira o mais forte que conseguir…” Para fazer os sopros, você vai utilizar um clip nasal, que comprime as narinas e impede que o ar entre e saia por elas. O ar irá passar apenas pela sua boca, que deverá permanecer fechada ao redor de um bocal. Vale ressaltar que o bocal e o clip nasal são descartáveis, ou seja, apenas você irá utilizar. Após o exame, serão jogados no lixo, e o próximo paciente receberá novos.
A pletismografia é realizada em duas etapas. Após a primeira bateria de sopros ter sido realizada, você recebe a aplicação de uma medicação broncodilatadora e aguarda até que faça efeito, para então repetir o exame e identificar a alteração produzida pelo remédio. Ao todo, dura aproximadamente 45 minutos.
Todas as variáveis colhidas durante o exame são registradas no computador, gerando diversos gráficos. O pneumologista, então, pode analisar e, assim, definir o tratamento mais adequado para o seu caso.
O índice de APGAR, desenvolvido pela anestesista inglesa Virgina Apgar em 1949, avalia a condição do recém-nascido. O teste é realizado duas vezes, com um e com cinco minutos de vida. Em alguns casos, quando a nota é baixa, pode ser refeito aos 10 minutos, para avaliar se houve melhora.
São cinco os parâmetros observados durante a avaliação. Cada um recebe uma pontuação, que é somada para definir o índice:
A importância do APGAR se reduziu com o passar dos anos. Muitas manobras de reanimação ou técnicas de atendimento ao recém-nascido são realizadas antes mesmo da realização do teste no primeiro minuto. Acreditava-se que houvesse uma relação entre o índice de APGAR e problemas neurológicos ou futuras doenças do bebê. Essa correlação não se confirmou. Muitas crianças com paralisia cerebral, por exemplo, obtiveram nota 9 ou 10. Por outro lado, nem todos os bebês com notas 5 ou 6 apresentam problemas graves decorrentes do nascimento.
Ainda assim, o exame continua sendo feito, e no Cartão da Criança você encontrará um registro como APGAR 9/10, ou seja, a nota do primeiro e do quinto minuto. Se você tiver dúvidas quanto ao desenvolvimento do seu bebê ou se preocupa com o índice recebido, procure o pediatra e solicite informações precisas e específicas sobre seu filho.
Comunicar ao médico ou outro profissional de saúde todos os sintomas que você percebe facilita o diagnóstico preciso, junto com os sinais que o médico irá avaliar.