Alguns anos atrás, minha vó teve alguns pequenos nódulos diagnosticados na mama. Eram nódulos calcificados, “bolinhas duras”, bem pequenas, que não eram tumores. Apenas “bolinhas”, que precisavam ser acompanhadas. Durante vários anos, minha vó fez exames e consultas, e as “bolinhas” estavam ali, muito bem comportadas. Até que elas decidiram mudar de tamanho, de tipo, e se tornarem tumores. Por estar fazendo o acompanhamento adequado, o tumor foi diagnosticado bem no início. O tratamento não foi agressivo: apenas a retirada do nódulo, hormonioterapia e radioterapia. Claro que não foi um tratamento tranquilo. Houve dor, problemas de pele, e o medo de que o tumor voltasse. Mas sabíamos que ela tinha tido muita sorte, pois não precisou de mastectomia (retirada da mama), quimioterapia e logo se recuperou bem.

Minha mãe tem um pequeno nódulo na mama. É apenas um nódulo, nada demais. Mas, pelo histórico do câncer da minha avó, ela precisa fazer exames e consultas para acompanhar a evolução e ter certeza de que não é um tumor.

Eu faço o auto-exame. Admito que não todos os meses. Mas estou sempre atenta. Nas consultas ginecológicas de rotina, faço questão de que a médica examine. E, nas vezes em que mudei de médica, nunca deixo de contar do histórico familiar.

Por tudo isso, não poderia deixar de dar o meu apoio à campanha proposta pelo Silvano Vilela: Câncer de mama: um toque pela vida. A proposta é que os blogueiros divulguem o auto-exame, a prevenção do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Já tem bastante gente participando desta campanha e de outra semelhante, chamada Outubro Rosa. Ótimos textos estão sendo escritos, então indico alguns pra você também ler: