Prevenção, diagnóstico e tratamento
A paralisia infantil, ou poliomielite, é uma doença causada por vírus. Traz consequências graves para as crianças, com sequelas que perduram por toda a vida: impossibilidade ou grande dificuldade de se movimentar. Quem contrai a doença poderá somente conseguir andar com auxílio de aparelhos ortopédicos que mantenham as pernas estendidas, muletas, e muita força para, além de mover o corpo, erguer o peso do aparelho, que não é pouco. Ainda que algumas pessoas consigam andar sem ajuda, outras podem precisar de cadeiras de rodas para qualquer locomoção. Assustador, não é? E pensar que algumas gotinhas evitam tudo isso.

As famosas gotinhas, representadas pelo simpático Zé Gotinha, são a vacina que imuniza contra o polioenterovírus, causador da poliomielite. Graças às campanhas de vacinação em massa, o Brasil encontra-se livre de novos casos da doença desde 1989. Então estamos livres e nossas crianças estão a salvo? Não! Infelizmente o vírus ainda causa a paralisia infantil em alguns países, como Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão, e ela pode ser trazida de volta para o Brasil através de viajantes que visitem esses países. A única forma de evitar que isso aconteça é manter a população imunizada, assim, ainda que exista o contato com o vírus, não haverá contaminação.
Durante essa semana, está sendo realizada a primeira etapa da 29ª Campanha Nacional da Vacinação contra a Poliomielite em 2008. Até dia 14 de junho, sábado, o chamado Dia D, espera-se atingir a meta de vacinar 16 milhões de crianças em todo o país, mais de 400 mil delas apenas em Santa Catarina. Até sexta, a vacina está disponível em postos de saúde. No sábado, serão montados diversos postos de vacinação em pontos estratégicos de todas as cidades, entre 8 e 17 horas. No dia 9 de agosto, será realizada a segunda etapa, quando todas as crianças devem retornar aos postos para a dose de reforço.
A vacina, chamada Sabin em homenagem ao cientista que a descobriu, deve ser aplicada em todas as crianças menores de 5 anos, inclusive as que já tenham completado essa idade. Como não é aplicada com injeção, não dói. São apenas gotinhas pingadas na boca da criança. E não esqueça de levar a carteira de vacinação de seu filho, para registrar a aplicação da dose.
Em poucos casos, recomenda-se adiar ou evitar a aplicação da vacina. Algumas contra-indicações são diarréias graves, vômitos intensos, febre, infecção aguda, hipersensibilidade a componentes da vacina e AIDS. Mas não decida por conta própria se irá ou não levar seu filho para a vacinação. Procure um pediatra de confiança ou peça orientação à equipe de vacinação.
Um comentário for "Gotinhas contra a paralisia infantil"
Muito bom esse artigo sobre a vacinação contra a paralisia infantil. Há alguns anos essa doença esta erradicada no Brasil mas não se pode bobear. Ainda vejo pais que deixam passar a vacinação alegando que por estar erradicada não precisam vacinar seus filhos. Lamentável.
[Responder]
Deixe um comentário