A Foods Standard Agency (FSA), agência do governo britânica de controle de alimentos, solicitou a realização de um estudo sobre os corantes alimentares artificiais e a hiperatividade. A pesquisa foi concluída em setembro de 2007.

O estudo foi realizado com 300 crianças, separadas em três grupos. Cada grupo recebeu um tipo de bebida: um placebo, sem nenhum aditivo; uma com aditivos dentro da média diária de consumo e outra com grande quantidade de corantes e outros aditivos. Antes do consumo das bebidas, o nível de hiperatividade das crianças foi medido, a fim de que fosse comparado com a mesma medida após o consumo. Como resultado, as crianças que beberam o líquido com alto teor de aditivos e corantes começaram a agir impulsivamente e demonstraram diminuição da concentração.

Corantes artificiais

De posse dos resultados desse estudo, a Grã-Bretanha pretende que a Europa proíba o uso dos corantes que afetam o comportamento infantil. A presidente da FSA, Deirdre Hutton, defende que o estudo mostrou evidências suficientes para essa recomendação. Os corantes utilizados para a realização da pesquisa foram E102 (amarelo tartrazina), E104 (amarelo quinolina), E110 (amarelo crepúsculo), E122 (azorrubina), E124 (ponceau 4R) e E129 (vermelho 40). Já que a proibição implica ações da União Européia que poderiam levar vários anos, a soluão temporária seria a pressão dos ministros britânicos para que os fabricantes retirassem voluntariamente os corantes de seus produtos, o que já vem sendo realizado por algumas empresas. A FSA recomenda que pais de crianças com hiperatividade estejam atentos para o risco do uso dos corantes.

Ainda que o efeito desses corantes sobre o comportamento seja pequeno, podem ser retirados da dieta infantil sem nenhum risco, pois são substâncias que não possuem benefícios nutricionais. Além desse estudo recente, já é comprovado que vários corantes alimentícios artificiais são causadores de alergias e intolerância alimentar, especialmente o amarelo tartrazina.